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SP anunciou medida para reduzir consumo

O Governo do Estado de São Paulo já tem um plano de contingenciamento fechado caso a Bolívia interrompa o fornecimento de gás natural para o Brasil. Ontem, depois de problemas no suprimento, que resultou em cortes de até 50% na oferta do insumo durante a madrugada, a secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Dilma Pena, chegou a anunciar a implementação do plano de redução de consumo.

Agência Estado |

Com a normalização no fornecimento do combustível no decorrer do dia, ela voltou atrás e suspendeu a medida no início da noite. A decisão intempestiva da secretária, no entanto, mostrou aos consumidores o que virá pela frente caso o conflito na Bolívia persista e afete o suprimento de gás natural para o Brasil.

Segundo a secretária, a prioridade é a manutenção da integridade do sistema e, para isso, existem alguns critérios técnicos que serão adotados", explicou a representante do governo paulista, no início da manhã de ontem. De acordo ela, outro princípio norteador do plano de contingência é compatibilizar a redução do fornecimento do insumo com processo produtivo de alguns setores industriais.

"Existem fornos, por exemplo, que não podem ser desligados rapidamente. Isso será feito de forma gradual", explicou. Dilma Pena ainda informou que os grandes consumidores de bicombustíveis, que podem trocar o gás por outro combustível, também deverão contribuir. Segundo a secretária, apenas os consumidores residenciais, comerciais e hospitais serão poupados do plano de contingência.

Em nota, a Comgás, uma das principais distribuidoras de São Paulo, informou que tem acompanhando com toda a atenção os desdobramentos dos recentes acontecimentos sociais e políticos na Bolívia. "Até o presente momento não houve redução no suprimento de gás natural e, portanto, o fornecimento a nossos clientes continua normal", afirmou a companhia.

A distribuidora informou ainda que tem um plano de contingenciamento formatado com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para ser colocado em prática a qualquer momento, caso seja necessário. Mas observa que "em qualquer cenário está garantido o abastecimento ao setor residencial e aos serviços essenciais, como hospitais".

Na Gás Natural, distribuidora que atende a Região Sul do Estado de São Paulo, o fornecimento de gás também não foi comprometido. Como a Comgás, a companhia informou que tem um plano de contingenciamento.

Segundo informações, a Arsesp atualiza anualmente o plano de redução de consumo das distribuidoras no caso de um problema na oferta boliviana. Dentro desse programa, várias indústrias já adaptaram suas plantas para funcionar com outros combustíveis. O problema é que, ao contrário de São Paulo, outros Estados não tem um plano B para o caso de faltar gás natural no País.

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