Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

SP: alimento sobe o dobro de 2007

A inflação dos alimentos in natura e semi elaborados (grãos, carnes, aves e ovos) praticamente dobrou. No primeiro semestre deste ano, a alta consolidada desse grupo de alimentos foi de 8,59%.

Agência Estado |

Já no mesmo período de 2007, o aumento registrado foi de 4,39% - diferença de 95,67% entre os dois períodos citados -, como mostra o Índice do Custo de Vida (ICV) medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado ontem.

No mês de junho, esse grupo foi o que contribuiu com a maior taxa (4,99%) para o aumento do custo da alimentação do paulistano, que subiu 2,88% no mês. Entre os produtos que mais subiram em junho, destacam-se os grãos, como o feijão e o arroz, com altas de 14,16% e 11,5%, respectivamente. Também pesou no bolso a alta das carnes: a bovina subiu 9,65% e a suína, 4,20%. As aves ficaram 6,11% mais caras e os ovos 4,26% (ver quadro).

"Como os produtos de alimentação pesam mais para aquelas famílias de menor poder aquisitivo, o impacto é bem superior para a população de baixa renda", diz a coordenadora da pesquisa, Cornélia Porto.

De acordo com os dados do Dieese, para famílias que ganham até R$ 377 por mês, os gastos com alimentos representam 37,16% da renda. Já para as famílias com rendimento médio de R$ 934, a alimentação consome 32,42% da renda e, para quem ganha acima de R$ 2,7 mil, os gastos com alimentos representam 23,23% dos ganhos.

Portanto, economizar nas compras e na preparação dos alimentos é fundamental. O especialista em finanças pessoais e autor do livro Sobrou Dinheiro, Luis Carlos Ewald, ensina que para economizar é preciso ter intimidade com os preços dos alimentos. "Ao saber quanto custa cada item é mais fácil procurar por ofertas", diz.

Ewald considera a pesquisa de preços fundamental. "O arroz e o feijão estão com preços elevados. Mas é possível encontrar esses produtos em oferta. Para isso é preciso investir tempo pesquisando."

O especialista ensina que, quando o consumidor encontrar boas promoções de produtos não perecíveis, a ordem é aproveitar os preços e estocar os alimentos. "Outra opção é visitar os diversos supermercados e pegar os encartes promocionais. As grandes redes geralmente cobrem os preços dos concorrentes e o consumidor pode economizar bastante",diz Ewald.

"Na hora de preparar as refeições é preciso aproveitar o máximo possível do que cada alimente oferece e evitar o desperdício", ensina a nutricionista da ONG Banco de Alimentos, Isabel Marçal.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG