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Souza Barros: realização de lucros seria ideal p/ impulsionar Bolsa

Um processo de realização de lucros seria uma oportunidade ideal para nova entrada de investidores e, com isso, daria impulso para a Bolsa brasileira, estimou o economista-chefe e analista de investimentos da Corretora Souza Barros, Clodoir Vieira. Em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, ele ponderou que uma realização que conduzisse o Ibovespa para um nível em torno de 65 mil pontos já seria favorável à nova entrada de participantes.

Agência Estado |

Depois de grande entrada de investidores estrangeiros no início do ano, houve saída dos mesmos e, atualmente, Vieira estima que há necessidade de um fluxo maior de recursos. Neste contexto, o analista avalia que seria interessante uma realização de lucros para "dar gás à Bolsa". Vieira, no entanto, não considera a Bolsa brasileira cara. Isso porque as corporações têm divulgado bons resultados trimestrais e, também, há a estimativa de crescimento da economia do País acima de 5% neste ano.

A volatilidade atual do mercado financeiro doméstico, pondera ele, está muito voltada às questões da Grécia e preocupação com possível aperto monetário na China. "Tudo isso tem colocado o mercado em um certo estresse", afirma. O analista estima, no entanto, que o Ibovespa deve fechar o ano em 84 mil pontos, conduzido principalmente pelo crescimento econômico do País.

Para o cenário traçado, Vieira leva em conta a percepção de que a taxa Selic encerrará o ano em 11,25% e o dólar entre R$ 1,80 e R$ 1,85. O economista acredita que o Copom já deveria ter iniciado o aperto do juro neste mês e, como isso não ocorreu, prevê que a primeira alta deverá ocorrer em abril, com 0,75 ponto porcentual.

Neste ano, o analista avalia que as ofertas iniciais de ações (IPOs) devem acontecer em uma velocidade menor, ou em um ritmo desacelerado em relação ao que se poderia esperar. Ele afirma que os últimos IPOs no País "não foram de grande sucesso" e que os empresários estão testando o mercado. "Entrar em um momento deste pode levar a um desconto maior para a empresa e não ser vantajoso para o empresário", afirma.

Na avaliação de Vieira, o porcentual de participação do investidor estrangeiro nos IPOs no País este ano está menor do que no mesmo período de 2009. No ano passado, ele estima que a participação média de estrangeiros foi de 70% do volume e hoje está em torno de 50%. Ele avalia que a participação de uma base grande de pessoas físicas nos IPOs diminuiria a volatilidade nessas operações.

Para conferir a entrevista, basta clicar no ícone "AE Broadcast Ao Vivo" que fica na parte superior da tela do seu AE Broadcast.

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