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Soros diz que Estados devem socorrer bancos em crise

Davos (Suíça), 28 jan (EFE).- O investidor americano de origem húngara George Soros disse hoje em Davos que é necessário que os Estados intervenham para resgatar os bancos em dificuldade, já que o setor privado não pode fazê-lo.

EFE |

O famoso especulador afirmou ainda que a magnitude da atual crise financeira internacional é "significativamente maior" que a dos anos 30.

No almoço de inauguração do Fórum Econômico Mundial, que acontece até domingo na estação alpina de Davos, Soros admitiu que "não previu o colapso do sistema financeiro".

"Foi algo que surpreendeu a mim assim como aos demais", declarou.

Para ilustrar o tamanho da crise atual, o megainvestidor, que nasceu em 1930, em Budapeste, lembrou que nos EUA "o crédito como uma percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) era de 160% em 1929 e cresceu até 260% em 1932 e no começo de 1933, como resultado da deflação e da queda da atividade econômica".

Já em 2008, explicou, o crédito atingiu 360% do PIB e aumentará até 500% nos próximos anos em consequência da deflação e da desaceleração da economia.

Soros, que derrubou a libra esterlina em 1992 aplicando US$ 10 bilhões contra a moeda, disse ainda que a recapitalização dos bancos é necessária e que "a maior parte do dinheiro, se não todo, virá do Governo, porque o setor privado não vai" disponibilizá-lo.

O especulador, que criticou o Governo Bush por ter atuado tarde demais contra a crise, acrescentou que "para fazer frente ao colapso do crédito é necessário criar dinheiro e recapitalizar o sistema bancário".

Soros, atualmente presidente do Soros Fund Management LLC, disse que para recapitalizar o sistema bancário dos EUA são necessários US$ 1,5 trilhão, já que o valor de mercado dos bancos chega a US$ 1 trilhão.

Além disso, o investidor rejeitou a criação de um "bad bank" ("banco podre", em tradução livre) estatal para comprar títulos podres ou sem liquidez e manter o capital nos "bancos bons". EFE aia/sc

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