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Sony prevê os maiores prejuízos anuais de sua história

Patricia Souza. Tóquio, 22 jan (EFE).- A empresa japonesa Sony prevê os maiores prejuízos anuais de sua história por causa da crise que desacelerou a demanda mundial de produtos eletrônicos, o que lhe obrigará a uma reestruturação mais profunda do que o planejado anteriormente.

EFE |

A empresa anunciou hoje que no ano fiscal de 2008 terá seus primeiros prejuízos líquidos e operacionais em 14 anos, de US$ 1,679 bilhão e US$ 2,915 bilhões, respectivamente.

Além disso, estes últimos são também os maiores prejuízos operacionais desde que a Sony começou a divulgar seus resultados financeiros em 1961, o que lhe levou a anunciar um corte total de mais de 17.000 empregos, o fechamento de uma fábrica de TVs no Japão e um plano de redução de custos de US$ 2,8 bilhões a partir de 2009.

O efeito da crise global sobre o fabricante do videogame PlayStation 3 e dos televisores Bravia foi maior do que analistas e a própria empresa esperavam, sobretudo em sua divisão eletrônica, o que fez com seus diretores tenham decidido diminuir seu próprio salário.

"O retrocesso econômico experimentado no mundo afetou todos no mundo da eletrônica", resumiu o executivo-chefe da Sony, Howard Stringer, em entrevista coletiva na qual divulgou estas informações.

Os números falam por si mesmos: em outubro a Sony esperava um lucro líquido de US$ 1,679 bilhão no ano fiscal de 2008 e um lucro por operações de US$ 2,24 bilhões.

Entretanto, a forte queda da demanda mundial pelos produtos eletrônicos, por causa da recessão, e a valorização de 20% do iene frente ao dólar se traduzirão finalmente em prejuízos milionários.

A revisão dos resultados financeiros da empresa japonesa para o ano fiscal de 2009 divulgada hoje, muito mais séria do que se previa, afeta obviamente também as vendas.

A Sony calcula agora uma receita de US$ 86,17 bilhões neste ano fiscal, quando em outubro previam vendas de US$ 100,72 bilhões.

Os resultados do atual ano fiscal (de abril de 2008 a março de 2009) serão negativos em todas as divisões, mas serão especialmente desalentadores no principal negócio da Sony, o de eletrônicos, para o qual já anunciou em dezembro um corte de 16.000 posto de trabalho.

Segundo o comunicado divulgado hoje, a revisão para baixo se deve a "uma deterioração na área empresarial como resultado do arrefecimento econômico mundial, da contínua valorização do iene, do impacto da queda na Bolsa de Valores japonesa e de um aumento dos custos de reestruturação".

Apenas na divisão de eletrônica acumulará este ano prejuízos de US$ 3,82 bilhões a mais do que o previsto, enquanto o segmento de serviços financeiros deixará de ganhar US$ 730 milhões neste exercício mais que o previsto.

A reestruturação detalhada hoje por Stringer se refere, sobretudo, ao negócio dos televisores, deficitário há quatro anos, e representará o corte de pelo menos mil empregos e a integração de duas fábricas do Japão em apenas uma.

Além disso, iniciará um programa voluntário de aposentadoria antecipada, os três principais diretores diminuirão seus salários e o número de funcionários de sua divisão de televisores terá uma diminuição em todo o mundo.

A Sony se junta assim a outras grandes companhias japonesas que recentemente admitiram que este ano registrarão números vermelhos, diante dos lucros de exercícios anteriores.

Os prejuízos operacionais anuais da Sony serão, inclusive, superiores aos da principal empresa japonesa, a montadora Toyota, que descontou um resultado negativo de US$ 1,685 bilhão no final do último exercício. EFE psh/fal

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