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Somália: piratas liberam superpetroleiro saudita

Os piratas somalis que seqüestraram o superpetroleiro saudita Sirius Star e seus 25 marinheiros em 15 de novembro anunciaram à AFP terem liberado o navio nesta sexta-feira, depois da mobilização de poderosas forças navais estrangeiras ao longo da Somália.

AFP |

"Todos os nossos homens deixaram o Sirius Star. O navio está livre, os tripulantes estão livres", declarou um dos piratas, Mohamed Said, por telefone à AFP falando do porto de Harardhere, a aproximadamente 300 km ao norte da capital, Mogadíscio.

Os piratas pediram em 19 de novembro um resgate de 25 milhões de dólares, mas depois reduziram o valor, para ainda não se sabe quanto.

"Houve problemas de última hora, mas agora tudo terminou", acrescentou Mohamed Said, sem mais detalhes.

"Nos recusamos a fazer qualquer comentário por enquanto", reagiu um porta-voz da sociedade saudita proprietária do barco, Vela International Marine Ltd, filial de transporte marítimo da companhia nacional saudita de hidrocarbonetos Aramco.

Um outro pirata do mesmo grupo, Sahafi Abdi Aden, ouvido por telefone em Harardhere, confirmou o fim do seqüestro.

"Estou em Harardhere agora e a questão do Sirius Star foi resolvida pacificamente. Não posso entrar em detalhes sobre o acordo, mas posso dizer que o barco está livre", garantiu.

"Nenhum membro da equipe ou pirata foi ferido durante o seqüestro", acrescentou.

A tripulação do Sirius Star é composta de 25 marinheiros, entre eles dois britânicos, dois poloneses, um croata, um saudita, e 19 filipinos.

O superpetroleiro, lançado em 2008 e com um valor de 150 milhões de dólares, está carregado com dois milhões de barris de petróleo, ou seja o equivalente a 300.000 toneladas de petróleo, uma carga estimada na época de sua captura em 100 milhões de dólares.

O navio estava ancorado em frente a Harardhere, pequeno porto que se tornou uma das principais referências dos piratas.

A captura do Sirius Star, com 330 metros de comprimento, é considerada a operação de pirataria mais espetacular dos últimos dias ao longo da Somália.

Mais de cem navios foram atacados em 2008 pelos piratas somalis, que teriam recebido resgate de quase 120 milhões de dólares, fazendo da pirataria um dos negócios florescentes da Somália, mergulhada no caos desde o início de uma guerra civil em 1991.

Aproximadamente 12% do comércio marítimo e 30% do petróleo bruto mundial transitam pelo estreito de Bab el Mandeb, que fica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden ao longo das costas somalis.

Diante desta ameaça para o comércio marítimo mundial, a União Européia lançou em 8 de dezembro a primeira operação naval de sua história, "Atalanta", para conter os piratas.

Quinta-feira, os EUA anunciaram a criação de uma nova força "multinacional" sob comando americano, plenamente operacional em meados de janeiro, para lutar contra a pirataria no Golfo de Aden e no oceano Índico.

amu/lm/sd

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