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Solidariedade dentro da UE permitiu combater crise do gás, dizem analistas

Bruxelas, 19 jan (EFE).- A solidariedade dentro da União Europeia (UE) permitiu combater os efeitos da crise do gás natural russo na maioria dos países do bloco mais prejudicados, enquanto se estuda uma solução para ajudar o mais atingido, a Bulgária.

EFE |

"As medidas de combate empreendidas pelas companhias da UE e pelos Estados-membros permitiram à maioria dos países tramitar com sucesso a situação", destacou em comunicado a Comissão Europeia ao fim da reunião do Grupo de Coordenação do Gás.

Se as temperaturas não sofrerem uma forte queda e as provisões de gás adicionais forem mantidas, os países afetados -com exceção da Bulgária- poderão manter a atual situação "durante várias semanas, se não durante todo o inverno", explica.

O Grupo, que reúne especialistas do setor do gás e dos Governos dos 27 países-membros do bloco, analisou as medidas empreendidas para atenuar os problemas criados pelo corte dos envios de gás russo desde Ucrânia no início deste mês.

Após a interrupção das provisões pela Ucrânia no dia 7, o mercado interno do gás conseguiu compensar a falta de provisões em países como Eslováquia, Áustria, Hungria, Eslovênia, Polônia e Croácia (país não membro da UE), afirma o comunicado.

Além disso, destaca que está sendo estudado o envio de combustível à Bulgária a partir do terminal de gás liquefeito que existe na Grécia, o único no sudeste da Europa.

O grupo também analisou os resultados das medidas iniciadas entre os países do bloco para reduzir a crise, entre as quais figuram: - A produção de gás na UE aumentou o máximo possível, e o Reino Unido elevou suas exportações ao resto da Europa. Dinamarca e Holanda têm um pouco de capacidade adicional que poderia ser usada como modo de transporte.

- As empresas do setor retomaram o fluxo leste-oeste que entrava na UE pela Eslováquia e substituíram o gás russo com combustível de outras origens que circula da Alemanha para Áustria, Hungria, República Tcheca, Eslovênia, Eslováquia e países do bloco, como Bósnia, Sérvia e Croácia.

- O grande uso das reservas armazenadas nos países, assim como sua gestão compartilhada (A Hungria enviou parte de suas reservas à Sérvia).

- A possibilidade de a Grécia ajudar a Bulgária, mesmo de forma limitada, graças ao terminal de gás liquefeito.

- O aumento do fornecimento de gás liquefeito na Grécia e Bélgica.

Além disso, destaca-se que a gestão da demanda permitiu cortar o fornecimento aos clientes que tinham contratos deste tipo, e que foram empregados combustíveis alternativos onde foi possível.

Apesar destes passos favoráveis, o Grupo de Coordenação do Gás reconheceu que a situação é "tensa" e que uma possível queda generalizada das temperaturas poderia torná-la ainda mais complicada, por isso pediu que Rússia e Ucrânia retomem o fornecimento o "mais rápido possível". EFE rcf/db

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