Produto com maior peso nas exportações brasileiras, a soja alcançou ontem os preços mais altos em três meses na Bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio, que possuem maior liquidez, encerraram o pregão negociados a US$ 9,84 por bushel, em alta de 1,55%.

Produto com maior peso nas exportações brasileiras, a soja alcançou ontem os preços mais altos em três meses na Bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio, que possuem maior liquidez, encerraram o pregão negociados a US$ 9,84 por bushel, em alta de 1,55%. Em abril, a commodity já subiu mais de 4,5%. A alta da soja chama a atenção dos analistas, que esperavam uma maior pressão sobre os preços após a confirmação de uma produção recorde na América do Sul. No entanto, o mercado dá sinais de que a commodity pode buscar níveis ainda mais altos no curto prazo. A avaliação é de que as cotações seguirão firmes devido à forte demanda por parte da China. Outro fator a ser levado em conta é que fundos especulativos começam a embutir um prêmio de risco nos preços da commodity. Em outras palavras, apostam na possibilidade de que os produtores dos Estados Unidos tenham problemas com a safra que começam a plantar nas próximas semanas. Analistas dizem que os americanos precisam colher uma produção recorde na temporada 2010/11 para que os estoques não caiam para níveis considerados críticos. Apesar dos preços historicamente elevados, os produtores brasileiros têm limitado ao máximo suas vendas. Com o real valorizado e o aumento dos custos de produção nos últimos anos, os preços atuais são insuficientes para cobrir os custos de produção no Cerrado.

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