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Os preços futuros da soja fecharam ontem no maior nível em duas semanas na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato para entrega em maio, que possui maior liquidez, encerrou o pregão cotado a US$ 9,59 por bushel (medida equivalente a 27,21 quilos), com valorização de 1,48%.

A queda do dólar ante outras moedas fortes, a valorização do petróleo e o maior apetite por ativos de risco levaram investidores de curto prazo a apostar na alta da soja. Segundo estimativas do mercado, fundos compraram quase 5 mil contratos da commodity.

Analistas e participantes desse mercado não veem espaço para que os preços da soja subam, já que Estados Unidos, Brasil e Argentina, os três maiores produtores mundiais do grão, registraram safras recordes neste ano. Ontem, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Carlo Lovatelli, se disse surpreso com o atual patamar de preço. "As cotações não caíram o quanto esperávamos, pelo menos por enquanto", declarou.

Alguns fatores de curto prazo, contudo, ajudam a sustentar os contratos futuros. Segundo analistas, a expectativa de aperto nos estoques norte-americanos durante a entressafra e as dificuldades logísticas que o Brasil enfrenta para escoar sua produção têm garantido algum fôlego ao mercado. Participantes também estão atentos a rumores de uma possível greve portuária na Argentina.

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