Rio, 20 - A forte deflação nos preços das matérias-primas brutas no atacado (-3,80%) foi um dos principais fatores que levaram à deflação de 0,12% na segunda prévia do IGP-M de agosto. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

De acordo com ele, assim como ocorreu no IGP-10 de agosto, no setor de matérias-primas brutas houve quedas expressivas nos preços das commodities, como soja (-11,23%); milho (-8,93%) e trigo (-13,26%) e também em itens agrícolas importantes, como tomate (-22,92%).

O economista observou que a desaceleração nos preços dos produtos industriais no atacado (de 1,69% para 0,92%) também ajudou a compor a taxa negativa da segunda prévia do IGP-M. Mas o setor agropecuário foi mais influente para a queda de preços mensurada na segunda prévia do índice de agosto. "No setor agropecuário no atacado, podemos dizer que houve um cenário de quedas e desacelerações de preços generalizadas", afirmou o economista.

Ele observou ainda que houve uma espécie de "aprofundamento" na queda nos preços das matérias-primas brutas. Isso porque, na primeira prévia do IGP-M de agosto, os preços nesse segmento no atacado registravam queda de 2,79%.

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