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Soja, milho e bovinos concentram alta de preços agrícolas no atacado em julho, diz FGV

RIO - A alta dos produtos agrícolas no atacado, especialmente da soja, milho e bovinos, concentrou a alta de 2% registrada pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) em julho, divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Salomão Quadros, mesmo com o avanço em relação ao 1,96% de junho, o índice mantém a tendência de desaceleração, uma vez que produtos com peso de 85% no índice registraram patamares menores em julho que no mês anterior.

Valor Online |

Existe um movimento de desaceleração do IGP, mas existe também uma pressão agrícola, notadamente da soja, do milho e dos bovinos. Esse núcleo de 15% do IGP esteve incendiário em julho, ressaltou Quadros, acrescentando que a alta de 4,66% dos agrícolas no atacado é a maior para o grupo desde os 5,78% de dezembro do ano passado.

A pressão dos agrícolas levou o IGP-10 ao maior patamar mensal desde os 2,42% de fevereiro de 2003 e, como a influência de alta foi registrada principalmente no atacado, o Índice de Preços do Atacado (IPA), subiu 2,54%, maior nível desde os 2,67% de fevereiro de 2003. Em 12 meses, o IGP-10 sobe 14,72%, maior patamar desde os 18,94% em 12 meses registrados em outubro de 2003.

Juntos, soja, milho e bovinos contribuíram com 1,03 ponto percentual de aceleração no IPA. A soja, que pesa 5,32% no atacado, subiu 12,88% em julho, depois de avançar 1,33% em junho; o milho subiu 6,93% em julho, contra queda de 2,93% em junho; e os bovinos avançaram 11,15%, contra alta de 5,90% em junho.

As altas da soja e do milho são explicadas pelas enchentes no meio-oeste dos Estados Unidos, que afetaram as lavouras dos dois produtos. Já os bovinos sofrem os efeitos dos preços baixos registrados há cerca de dois anos, o que, segundo Quadros, levou, na época, ao abate de matrizes com o objetivo de aumentar a rentabilidade dos produtores. Agora, o abate dessas matrizes antes da hora, levou à falta de bovinos no mercado nacional.

Quadros explicou que a alta só não foi maior porque outros produtos agrícolas e algumas matérias-primas contribuíram para segurar os preços no atacado. O arroz em casca caiu 4,31% em julho, depois de subir 13,22% em junho; o minério de ferro recuou 1,01%, contra alta de 11,29% em junho; o feijão subiu 7,60% em julho, contra alta de 20,95% no mês anterior. A batata inglesa avançou 1,82%, contra alta de 14,87% em junho; e os ovos recuaram 1,36%, depois de avançarem 12,33% em junho.

No varejo, os alimentos contribuíram para segurar o índice, que subiu 0,65% em julho. Os legumes e hortaliças caíram 1,42%, depois de alta de 10,28%; a batata inglesa subiu 2,75%, contra alta de 18,63% em junho, e o tomate subiu 0,13%, contra avanço de 11,09% em junho. No total, as hortaliças e legumes contribuíram com 0,37 pontos percentuais de desaceleração dentro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

(Rafael Rosas | Valor Online)

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