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Software une caminhoneiros e transportadoras

Dados de carga, preço do frete e destino são compartilhados para otimizar serviços de logística

Bruna Bessi, IG São Paulo |

O setor de logística brasileiro ganhará um reforço tecnológico que deverá aproximar os caminhoneiros autônomos das transportadoras, facilitando a negociação do transporte de cargas. A empresa Procate - Processamento de Cargas Terrestres desenvolveu um sistema em que as transportadoras inserem os dados da carga, o preço do frete e a localidade de destino, e os caminhoneiros cadastrados consultam os serviços disponíveis em terminais de auto-atendimento, como os usados em bancos. Esse contato direto elimina a necessidade de intermediações e otimiza o serviço.

Divulgação
Terminal de auto-atendimento facilita trabalho de caminhoneiros

O lançamento nacional do projeto acontecerá em 1º de junho, quando os caminhoneiros cadastrados poderão fazer sua primeira carga através do novo sistema. Mas os terminais de auto-atendimento já estão disponíveis, para que os motoristas realizem seu cadastro e retirem os cartões, nos postos Shell Posto DieselMac, ao lado do Terminal de Cargas Fernão Dias, e Shell Posto Farol, na Rodovia Presidente Dutra, km 209, em Guarulhos.

As máquinas de atendimento, entregues em regime de comodato aos postos, são produzidas pela empresa Aris, fabricante de terminais para empresas como Vivo, Tam, Bradesco e Microsoft. Possuem tela sensível ao toque e mostram as mercadorias disponíveis em todos os estados brasileiros. Assim que o caminhoneiro seleciona a carga desejada, o terminal imprime os dados da transportadora. O prazo para que a negociação seja concretizada é de apenas 30 minutos. Passado esse tempo, sem que haja um acerto, a carga volta ao sistema.

A inscrição dos motoristas é gratuita até agosto; após esse período, será cobrada uma taxa mensal de R$ 90,00. Para as transportadoras, o cadastro é feito através da visita de um representante da Procate, assim que for manifestado o interesse.

O projeto, desenvolvido por Roberto Bernardoni, especialista em Tecnologia da Informação, Bruno Andrade, gerente da Campinense Transportes, e Anderson Ricardo Maroque, técnico em design gráfico, recebeu apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Incubadora de Empresas de Guarulhos.

No processo atual de contratação dos caminhoneiros autônomos, as transportadoras recorrem a “bancos de dados” próprios, ou dependem da ajuda de agenciadores que intermediam a contratação dos motoristas. “Com a tecnologia desenvolvida, a empresa consegue frete mais barato e serviço melhor, já que seleciona o caminhoneiro. Além disso, o dinheiro antes gasto com agenciadores agora fica para empresa”, diz Andrade.

José Gentil Capolupo, gerente de negócios nacionais da transportadora Braspress, ressalta a dificuldade em selecionar os motoristas. “Uso caminhoneiros autônomos todos os dias. Quando preciso contratar, vou a um terminal de cargas pessoalmente e os procuro. Muitos agenciadores superfaturam o frete, não seguem os pré-requisitos pedidos e dificultam o trabalho”, diz.

A expectativa da empresa é que, até o final do ano, 200 máquinas estejam nas principais cidades do país e 180 mil caminhoneiros tenham sido cadastrados. “A aceitação da tecnologia foi muito grande. Temos mais de 100 transportadoras no sistema e queremos implantar o projeto também no Nordeste, já que há mercado para isso”, diz Maroque.

Segundo Marcelo Chueiri, coordenador técnico da Agência de Desenvolvimento de Guarulhos, a tecnologia aplicada é representativa para o progresso tecnológico. “O projeto desenvolvido é inovador, tem tecnologia própria e viabilidade. Além disso, há grande repercussão, já que o setor de logística tem alta prioridade em Guarulhos”, diz.

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