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Os empréstimos da linha de redesconto (crédito emergencial) do banco central americano (Fed) para os bancos atingiram novo recorde na semana passada, em meio ao esforço de parlamentares dos EUA para consolidar um acordo sobre o plano de socorro de US$ 700 bilhões do Tesouro americano para o mercado financeiro. O total de empréstimos, incluindo instituições depositárias e primary dealers (bancos autorizados a negociar diretamente com o Fed), mais do que dobrou, atingindo recorde de US$ 262,34 bilhões na semana encerrada ontem, ante US$ 121,29 bilhões na semana passada, segundo relatório do Fed.

A média diária de empréstimos também saltou de US$ 47,97 bilhões para US$ 187,75 bilhões na semana passada.

Na quarta-feira, a instituição também liberou um empréstimo de US$ 44,57 bilhões para a seguradora American International Group (AIG), equivalente a mais da metade da linha de crédito da companhia com o Fed, de US$ 85 bilhões. Na quarta-feira passada, a AIG tomou emprestados US$ 28 bilhões, dois dias após a abertura da linha de crédito pelo Fed.

Os empréstimos por meio do mecanismo de crédito para primary dealers, criado em março para os bancos de investimentos logo após o quase colapso do Bear Stearns, também atingiu recorde de US$ 105,66 bilhões até quarta-feira, em comparação a US$ 59,78 bilhões na semana anterior, encerrando um período de jejum em que os bancos de investimento não utilizaram o mecanismo. O número inclui empréstimos feitos ao Goldman Sachs, Morgan Stanley e Merrill Lynch, assim como aos seus equivalentes britânicos, conforme anunciado pelo Fed no fim de semana.

O acesso ao crédito para os primary dealers marca a primeira vez desde a Grande Depressão em que primary dealers não-bancários foram autorizados a tomar empréstimos da janela de redesconto do Fed, privilégio geralmente reservado para bancos comerciais que se submetem a maior controle regulatório. Nas últimas semanas, o Fed disse que aceitaria uma série mais ampla de garantias, incluindo títulos e ações sem classificação de investimento em troca dos empréstimos. As informações são da Dow Jones.

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