Segundo ministro da Economia da Alemanha, resgate financeiro grego depende de consenso dos três organismos

O pacote de socorro da União Europeia à economia grega ainda não deve sair do papel. Segundo o ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, o financiamento só será liberado quando houver consenso entre o Banco Mundial (Bird), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia (CE).

“A União Europeia decidiu que só podemos dar um passo quando Bird, CE e FMI decidirem que não resta outra alternativa a não ser o financiamento”, disse o ministro, durante encontro com empresários promovido pela Câmara Brasil-Alemanha, nesta quarta-feira, em São Paulo.

Brüderle reforçou que o momento exige “calma”. “O ativismo não ajuda. A Alemanha e a União Europeia conseguirão estruturar o problema, com a cooperação do FMI e da Comissão Europeia.”

Questionado sobre uma possível demora na ajuda à Grécia, o ministro alemão manteve o discurso. “É uma situação nova que temos na Europa. Não sabemos o que vai acontecer e uma decisão errada pode gerar perdas enormes.”

Brüderle cobrou mudanças estruturais da economia grega para que o processo de recuperação seja iniciado. Ele defendeu que a Grécia “entre em um outro caminho”, com gastos menores que a arrecadação e com aumento da competitividade da economia grega.

No próximo dia 10 de maio, chefes de Estado e governo europeus se reunirão para discutir a crise na Grécia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria estudando elevar a ajuda ao país em 10 bilhões de euros, totalizando 25 bilhões de euros.

Risco

Nesta semana, o clima na Europa ficou mais tenso, após a perda do grau de investimento da economia da Grécia pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A nota de Portugal também foi rebaixada de A+ para A-. Hoje, foi a vez da Espanha ter a classificação da dívida rebaixada de AA+ para AA.

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