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Socorro a empresas hipotecárias dos EUA custará US$ 25 bilhões

Washington, 22 jul (EFE).- O socorro proposto pelo Governo Bush para as duas maiores empresas hipotecárias dos Estados Unidos custará cerca de US$ 25 bilhões aos contribuintes, informou hoje o Escritório de Orçamento do Congresso.

EFE |

A agência não partidária e que proporciona análise econômica e orçamentária para os membros do Congresso divulgou seu cálculo pouco após o secretário do Tesouro, Henry Paulson, afirmar que o país "está bem encaminhado" para a solução dos transtornos nos mercados financeiros.

Paulson disse, em Nova York, que acredita que o Congresso aprovará esta mesma semana a proposta da Casa Branca que inclui diversos mecanismos para garantir a estabilidade da Fannie Mae e da Freddie Mac, as duas maiores firmas hipotecárias do país.

A Fannie Mae e a Freddie Mac - duas empresas criadas pelo Governo para solucionar os problemas de habitação durante a Grande Depressão dos anos 30 - operam como entidades autônomas do Governo, mas com seu apoio em garantias.

Atualmente as duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA.

Paulson disse que a Fannie Mae e a Freddie Mac emitiram US$ 5 trilhões em títulos apoiados por dívida e hipoteca, e mais de US$ 3 trilhões destes fundos estão nas mãos de instituições financeiras dos EUA, enquanto o restante é de instituições estrangeiras.

Hoje na Bolsa de Valores de Nova York as ações da Fannie Mae caíram 11% e as da Freddie Mac diminuíram 14% de seu valor.

Paulson pediu ao Congresso que conceda ao Departamento do Tesouro uma autorização por 18 meses para a compra de títulos da Fannie Mae e da Freddie Mac, e uma expansão de suas linhas de crédito com o Governo no meio da preocupação dos investidores de que as empresas não tenham capital suficiente.

Estes temores dos especuladores levaram as ações das duas empresas a seu nível mais baixo em 17 anos.

O custo do plano dependerá dos termos dos créditos, do fato de as companhias terem de pagar tarifas ou comprometer uma parte de seu ganho para o Tesouro, disse Marvin Phaup, que foi economista do escritório do Congresso durante quase duas décadas e que agora é um acadêmico e pesquisador na Universidade George Washington.

"Isto é algo muito difícil e, certamente, será muito grande a pressão política para que o cálculo do custo seja zero", declarou Phaup. "É claro que poderia se argumentar que o custo será zero, mas também há probabilidades de que todo o programa seja muito, muito caro para os contribuintes".

O Tesouro e a Casa Branca se abstiveram de divulgar seus cálculos do custo deste salvamento financeiro. Paulson afirma que o plano restabelecerá a confiança dos investidores na Fannie Mae e na Freddie Mac e os lucros disto minimizarão o custo para os contribuintes. EFE jab/fal

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