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Sociais-democratas alemães pedem segundo plano econômico de 40 bi

Berlim, 4 jan (EFE).- A direção do Partido Social -Democrata Alemão (SPD) fechou hoje a proposta de um segundo plano de reativação econômica para a Alemanha no valor de 40 bilhões de euros, um dia antes de começarem as negociações da coalizão governamental sobre esta questão.

EFE |

A proposta social-democrata se resume no texto "Nosso pacto de crescimento e estabilidade para a Alemanha", do qual hoje anteciparam alguns extratos -que publicam integralmente em suas edições de amanhã- os jornais "Süddeutsche Zeitung" e "Handesblatt".

O co-governamental SPD levará esta proposta à rodada de negociações da coalizão, -formada ainda pelos democratas-cristãos (CDU), e pelos sociais-cristãos (CSU)-, convocada pela chanceler Angela Merkel para debater a conveniência de adotar um programa econômico adicional ao anunciado em novembro.

A proposta do SPD inclui criar um "fundo alemão" dotado de 10 bilhões de euro para investir em creches, escolas e instalações esportivas, assim como que o Estado assuma parte das contribuições à seguridade social dos trabalhadores e aumente as ajudas a pais com filhos.

O plano também contempla incentivos destinados a aumentar a compra de automóveis com pagamentos de 2.500 euros às pessoas que trocarem de carro este ano -se tiverem pelo menos dez anos de idade- por algum modelo menos poluidor. Para o próximo ano, as ajudas seriam de mil euros por veículo.

Segundo os jornais, a cúpula do SPD aprovou o programa "por conferência telefônica", atendendo a proposta de seu candidato à Chancelaria e atual ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier.

"Isto não é nenhuma mistura de medidas individuais, mas um conceito com o qual queremos tornar nosso país mais moderno e seguro, inclusive na atual situação de exceção", disse o ministro ao "Süddeutsche Zeitung".

Ele defendeu "atuar de forma estratégica" e não fixar táticas de curto prazo e criticou as divergências internas dos democratas-cristãos quanto aumentar determinados impostos.

A proposta social-democrata chocará presumivelmente com as aspirações dos sociais-cristãos, cujo presidente, Horst Seehofer, defendeu, nos últimos dias, uma baixa substancial dos impostos como a premissa-chave para seu partido respaldar um segundo plano econômico.

A CSU também apóia a necessidade de investimentos em infra-estrutura.

O Governo de Merkel aprovou em novembro um primeiro programa de reativação econômica de 35 bilhões de euros, que foi criticado, dentro e fora da Alemanha, por sua suposta fraqueza. EFE nvm/jp

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