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Sócia e rival da Embraer na China anunciam fusão

A sócia chinesa da Embraer, a Avic II, se fundiu com a principal rival da empresa brasileira na China, a Avic I - que se prepara para colocar no mercado um avião de 70 a 95 lugares, concorrente da família de jatos executivos produzidos em São José dos Campos (SP). De acordo com o governo de Pequim, a companhia resultante da união vai comprar uma fabricante estrangeira de aviões para acelerar seu desenvolvimento tecnológico, em operação que deve ser anunciada até o fim do ano.

Agência Estado |

O nome da empresa a ser adquirida não foi revelado.

O presidente da Embraer na China, Guan Dong Yuan, afirmou que a fusão entre a sócia e a rival não muda a situação da empresa no país. Mas fontes ouvidas pelo Estado acreditam que a operação, no mínimo, cria incertezas em relação ao futuro, principalmente pelo fato de o comando da nova empresa ter ficado com o ex-presidente da Avic I, Lin Zuoming.

Quando entrou na China, em 2002, a Embraer se associou à Avic II, uma das duas grandes empresas estatais do setor, que tinha a tarefa de fabricar helicópteros e aviões de pequeno porte. A outra, a Avic I, era responsável pelo desenvolvimento de aeronaves médias e grandes.

Enquanto a Avic II se associou à Embraer, a Avic I fechou um acordo de cooperação tecnológica com a canadense Bombardier, principal concorrente da brasileira no mercado de aviões regionais.

No dia 28 de outubro, a Avic I e Avic II se fundiram em uma única empresa, a Avic (China Aviation Industry Corporation), cujo objetivo final é a criação de aviões chineses de grande porte, com capacidade para mais de 150 passageiros, que possam reduzir a dependência do país das gigantes Boeing, americana, e Airbus, européia.

Em conferência realizada na segunda-feira, véspera da abertura da 7ª Feira Aeroespacial da China, Lin Zuoming afirmou que o objetivo da Avic é se consolidar como um ator global nessa indústria em meados da próxima década. A companhia também pretende fabricar jatos executivos de 10, 20 e 30 lugares, outra faixa de mercado na qual a Embraer atua.

Com o lançamento do EMB-190, jato com capacidade de 98 a 114 passageiros, as vendas da Embraer deram um salto que colocou a empresa brasileira no terceiro lugar no ranking da aviação, atrás de Airbus e Boeing e à frente da Bombardier.

Embraer e Avic II têm uma fábrica na cidade de Harbin, no nordeste da China, onde produzem o ERJ-145, um avião com capacidade para 50 passageiros. Além de vender essa aeronave na China, a Embraer vem aumentando os contratos para entrega do EMB-190. Em 2006, a empresa brasileira fechou um acordo de venda de 100 aviões para a Hainan Airlines, sendo metade de EMB-190 fabricados no Brasil e o restante de ERJ-145 produzidos na fábrica de Harbin.

O primeiro passo da China no desenvolvimento de aviões de grande porte é o lançamento do ARJ21, o jato de 70 a 95 lugares que concorre diretamente com a família de jatos executivos da Embraer e é produzido pela Commercial Aircraft Corporation of China (CACC), um braço da Avic.

A CACC anunciou ontem a venda de 25 ARJ21 para a General Eletric, um negócio no valor de US$ 733 milhões. É a primeira venda fechada com um comprador estrangeiro. A GE participa na fabricação do ARJ21 com o fornecedora dos motores dos aviões. A primeira entrega ocorrerá apenas em 2013.

Com a experiência na construção deste avião, a China espera desenvolver a tecnologia necessária para ter sua própria aeronave com mais de 150 lugares. "Ter um grande avião chinês no céu azul não é apenas o desejo do governo, mas de toda a nação", afirmou o presidente da CACC, Jin Zhuanglong, na segunda-feira, na mesma conferência realizada na véspera da abertura da 7º Feira Aeroespacial da China.

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