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Sobem os juros para compra de carro

A turbulência global provocou uma onda de precaução entre bancos e financeiras que, a partir de hoje, vão aumentar as taxas de juros para a compra de carros novos e usados em até 25%. Ontem, as concessionárias de veículos foram orientadas pelas instituições financeiras a fecharem contratos pendentes, pois a partir de hoje seriam entregues novas tabelas.

Agência Estado |

Os juros baixos e os prazos longos têm alimentado o mercado de carros novos, que voltou a crescer depois de registrar queda em agosto. Até segunda-feira, foram vendidos 252 mil veículos e a previsão é de encerrar o mês com mais de 260 mil unidades, o que significaria aumento de 6% em relação a agosto, mês em que os negócios haviam caído 15% em relação a julho.

Faltando um dia para fechar o mês (os dados de ontem não estavam computados), esse já foi o melhor setembro da história em vendas. No acumulado do ano, foram vendidos até agora 2,19 milhões de veículos, 26% a mais que no mesmo período de 2007.

Segundo o economista Ayrton Fontes, da MSantos, empresa especializada no varejo de automóveis, o aumento de juros é uma ação preventiva, pois os bancos brasileiros têm apenas 8% dos empréstimos captados no exterior e poderiam manter as taxas atuais.

Pesquisa feita pelo economista junto a seis grandes bancos constatou que as novas tabelas que chegam a partir de hoje vêm com aumentos de 10% a 25% nas taxas mensais. Quem operava com 1,38% passa a cobrar 1,65% mensais. Planos com juros a 1,48% ao mês vão para 1,8%. Os prazos, por enquanto, não serão alterados e chegam a até 72 meses, embora o plano preferido pelos consumidores seja o de 48 meses.

Embora ainda não tenha recebido novas tabelas, o gerente de vendas da concessionária Volkswagen Amazon, Marcos Leite, diz que o mercado teve forte reação nos últimos dez dias. "Talvez o consumidor tenha antecipado compra com receio do que vem pela frente." A Amazon iniciou setembro com previsão de queda de 10% a 15% nas vendas, na comparação com agosto, mas ocorreu o contrário. "Vamos fechar o mês com aumento de 10% a 15%", diz Leite.

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