Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Sobem apostas de alta da Selic na semana que vem

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram forte ajuste de alta e elevado volume nesta quinta-feira, principalmente os vencimento mais curtos. Segundo o economista-sênior para a América Latina da empresa de análises de mercado 4Cast, Pedro Tuesta, o mercado interpretou o forte crescimento das vendas no varejo em janeiro e o quadro de recuperação traçado pelo Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre como mais duas razões para apostar em uma alta na taxa básica de juros na semana que vem. Ainda de acordo com Tuesta, as declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dando conta de que a economia brasileira entrou em fase de expansão vigorosa deu ainda mais força a essa corrente de mercado. Ao fim da jornada na Bolsa de Mercadorias e & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2010, mais líquido do dia, subia 0,06 ponto, projetando 8,82%. Já julho de 2010 também ganhava 0,06 ponto, apontando 9,35%.

Valor Online |

Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 acumulava 0,05 ponto, a 10,52%.

Entre os mais longos, o vértice janeiro de 2012 subia 0,05 ponto, a 11,65%, e janeiro de 2013 ganhava 0,04 ponto, a 11,96%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, aumentava 0,05 ponto, a 9,29%, enquanto o DI de abril tinha alta de 0,011 ponto, a 8,765%, e o de maio subia 0,03 ponto, a 8,86%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.587.920 contratos, equivalentes a R$ 150,4 bilhões (US$ 84,89 bilhões), montante 30% superior ao volume de ontem. O vencimento para abril de 2010 foi novamente o mais negociado, com 718.980 contratos, equivalentes a R$ 71,53 bilhões (US$ 40,38 bilhões).

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a economia brasileira cresceu 4,3% sobre o quatro trimestre de 2009, resultado pouco abaixo do consenso de 4,5%. Já em todo o ano de 2009, a economia encolheu 0,2%, primeira retração anual desde 1992.

Segundo a 4Cast, o fato é que o investimento foi o fator que mais prejudicou o desempenho de 2009, transformando a "forte retomada" e uma "forte retomada estatística."
Segundo o IBGE, a formação bruta de capital fixo (FBCF) caiu 9,9% no ano passado, pior desempenho desde 2003.

Sobre as vendas no varejo, que cresceram 2,7% em janeiro, na comparação com dezembro, Tuesta aponta que isso tem correlação direta com os incentivos fiscais, ou seja, os consumidores correram para se antecipar ao fim dos benefícios.

No final das contas, o economista acredita que o crescimento deve ser menos intenso agora no primeiro trimestre, com alguma retomada entre abril e junho, o que põe a economia brasileira em linha com um crescimento de 5,5% em 2010.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 2,75 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) a R$ 2,16 bilhões, e outro 1,25 milhão de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), a R$ 1,14 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG