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Sob nova direção, ETH deve ir às compras para crescer no setor sucroalcooleiro

SÃO PAULO - A ETH Bioenergia, braço do grupo Odebrecht no setor sucroalcooleiro, deverá sair às compras para ganhar corpo no mercado nacional. Mesmo sem revelar detalhadamente essa estratégia, o novo presidente da companhia, José Carlos Grubisich, disse hoje que a ETH será uma das protagonistas do processo de consolidação do setor. Ele classificou ainda como um pouco exagerado o número de empresas que atuam hoje no setor, cerca de 170.

Valor Online |

Grubisich, que deixou o comando da petroquímica Braskem, também controlada pela Odebrecht, para tocar o plano de crescimento da ETH, admitiu a possibilidade de a empresa acessar o mercado acionário para financiar sua expansão. No entanto, fez questão de salientar que atualmente não há um plano para que isso ocorra.

Segundo o executivo, a idéia é colocar a ETH entre as empresas líderes na fabricação de açúcar e etanol nos próximos anos. Para isso, já foram anunciados investimentos de R$ 5 bilhões, recursos que serão utilizados, entre outras coisas, no aumento da capacidade das duas usinas existentes, bem como na construção de outras oito, todas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Com essas usinas, programadas para estarem operando em 2015, chegaria a 45 milhões de toneladas anuais a capacidade de moagem de cana-de-açúcar da ETH. A Cosan, maior empresa do setor, tem atualmente uma capacidade de 40 milhões de toneladas.

Nesse cenário, estaria aberta a possibilidade de a ETH fornecer etanol para a própria Braskem, que tem projetos para ampliar a produção de resinas a partir desse combustível. No entanto, Grubisich garantiu que, apesar de pertencerem ao mesmo grupo, as duas empresas terão atuação totalmente independente e que a ETH competirá em igualdade de condições com outras usinas para ter a Braskem como cliente de longo prazo.

O mercado industrial será muito importante para a valorização do etanol brasileiro. Meu papel é ser charmoso e competente para convencer a Braskem, disse o executivo.

De seu lado, o novo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, disse ver com bons olhos a possibilidade de negócios futuros entre as duas empresas. Acho confortável ter o José Carlos (Grubisich) e a ETH conduzindo a expansão do etanol no Brasil. É importante para a Braskem, completou.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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