O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cobrou uma ação rápida do governo para a manutenção dos empregos no País, em entrevista à Rádio Eldorado, na manhã de ontem. Ele lamentou as 130 mil demissões ocorridas em dezembro na indústria paulista.

"A maior preocupação nossa são os efeitos nocivos da crise no emprego", afirmou.

Skaf disse que desde outubro, quando os primeiros efeitos da crise foram notados, a Fiesp tem cobrado do governo a redução da taxa básica de juros e do spread bancário, e a desoneração tributária. "Algumas medidas foram tomadas, mas é necessário mais velocidade e eficiência, porque a crise não está esperando, não."

Ele considerou positivo o acréscimo de R$ 100 bilhões ao caixa do BNDES, anunciado na semana passada. "Além da vantagem da geração de empregos, esses investimentos podem acertar a infraestrutura do País", afirmou. Skaf também defendeu os acordos de flexibilização do contrato de trabalho como alternativas para manter os empregos, dentro do que a lei permite. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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