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Londres, 10 set (EFE).- A situação geral da América Latina nos últimos 25 anos melhorou sensivelmente, segundo um artigo publicado hoje pela revista "The Economist", no qual indica a possibilidade de a região alcançar maior riqueza e produtividade.

Londres, 10 set (EFE).- A situação geral da América Latina nos últimos 25 anos melhorou sensivelmente, segundo um artigo publicado hoje pela revista "The Economist", no qual indica a possibilidade de a região alcançar maior riqueza e produtividade. Com o título "América Latina: 200 anos de crescimento", o artigo analisa em detalhes o crescimento experimentado pela região nos últimos dois séculos e repassa os atuais conflitos, além de dar uma visão de seu futuro político e econômico. O artigo, que cita importantes melhorias na América Latina produzidas nos últimos 25 anos em um plano geral, ressalta as boas taxas de crescimento e a saída de milhões de pessoas da pobreza. Entre os anos 2003 e 2008 foi registrado o melhor comportamento desde 1960, com crescimento econômico médio de 5,5% anual e uma inflação em geral de um único dígito. "The Economist" se refere ao pequeno "buraco" entre o fim de 2008 e o início de 2009, mas indica que a América Latina volta a despontar e antecipa crescimento global de 5% para 2010. Desta maneira, se transforma em uma área geográfica cada vez mais atraente para investimentos estrangeiros. O artigo lembra que a América Latina tem 5% das reservas mundiais de petróleo, grande quantidade de minerais, perto da quarta parte do solo fértil de todo o mundo e 30% da água natural. Ao mesmo tempo, os sistemas políticos democráticos se estenderam para quase todos os países e, na maior parte, valem as regras de economia de mercado. "The Economist" coloca o Brasil como exemplo ao assinalar que atualmente é um dos países de maior crescimento do mundo. Na hora de abordar os problemas, a publicação aponta que a América Latina foi a área do mundo com menor crescimento na produtividade. Além disso, detalha que a distribuição da renda per capita é ainda desigual e cita o clima de violência em alguns países provocado, em grande parte, por organizações vinculadas ao narcotráfico. Em linhas gerais, o relatório conclui que a América Latina mais rica e produtiva é possível, embora para alcançá-la seus diferentes países devem tratar de manter suas taxas de crescimento entre 5% e 6% para reduzir a pobreza. Por outro lado, a análise recomenda a esta região proteger seus recursos naturais, especialmente as florestas, mediante a adoção de políticas ambientais, a necessidade de erradicar as altas taxas de criminalidade, assim como utilizar os atuais excedentes demográficos para criar modelos de previdência viáveis. EFE prc/dm

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