Cada vez mais escolas de São Paulo optam pelo sistema trimestral ao dividir os nove meses do ano letivo

Cada vez mais escolas de São Paulo optam pelo sistema trimestral ao dividir os nove meses do ano letivo. Os pedagogos adeptos dessa fórmula defendem que o processo de avaliação pode ser mais variado por haver mais tempo, mas não descartam a atenção especial que se deve ter com o segundo trimestre - maio, junho e agosto -, que fica dividido pelas férias do meio do ano. A coordenadora pedagógica da Escola Stance Dual, Ana Maria David, acredita que os trimestre se adaptam melhor aos colégios que escolhem trabalhar com projetos. "Desde os anos 90 começou a se desenvolver uma pedagogia de projetos, o que traz a perspectiva de um trabalho mais integrado entre as disciplinas", explica. "Um projeto envolve um diálogo maior e uma ampla diversidade de encaminhamentos didáticos", afirma Ana Maria. Em vez de ter apenas aulas expositivas e provas ao fim do ciclo para testar se os conteúdos foram aprendidos, um projeto exige pesquisas, trabalhos em grupo, seminários, excursões, etc. "Nossos professores avaliaram que os estudantes se beneficiariam com mais tempo para poder aprofundar o conhecimento." As escolas precisam, no entanto, de um planejamento que evite que os estudantes voltem às aulas em agosto e já tenham de fazer exames. Na Stance Dual, a solução é fazer as provas antes das férias, deixando para o último mês do trimestre outros tipos de avaliações. Outros colégios optam por promover um período de revisão assim que acabam as férias. Para a coordenadora do colégio Catamarã, Cristiane Bortoletto Zucherato, o intervalo no trimestre serve como um bom termômetro para o professor saber o quanto os alunos de fato aprenderam. "Nas primeiras semanas ele retoma os assuntos e consegue avaliar o que realmente ficou e o que precisa ser retomado", afirma. Sem parada. Seja em cursos bimestrais ou trimestrais, as férias de julho devem ser encaradas como um período para outros tipos de aprendizado, recomenda a psicopedagoga Quézia Bombonatto. "As crianças entram em férias da rotina, mas não do pensar", diz a especialista. Os pais devem motivar que seus filhos aproveitem o tempo com leituras, filmes, passeios culturais r atividades que tenham um vínculo com o aprendizado da escola.

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