SÃO PAULO - Embora ainda não se saiba ao certo o destino dos novos campos de petróleo encontrados no Brasil, o governo Lula adianta que não deve entregar à Petrobras as áreas da chamada camada pré-sal que ainda não foram a leilão. As informações foram publicadas no jornal ¿Folha de S. Paulo¿, na edição deste domingo.

Os motivos que levaram o governo a encarar com mais simpatia a proposta que visa criar uma empresa estatal sem vínculos com a indústria privada para gerir esses megacampos são dois: a Petrobras é uma empresa mista e tem participação de capital privado; o monopólio dá tanto poder para uma companhia que ela pode se transformar em um Estado mais forte que o próprio Estado, como aconteceu na Venezuela, quando a PDVSA participou de articulações golpistas. 

Embora as relações entre a Petrobras e o Governo sejam pacíficas atualmente, o temor é de que a médio ou longo prazo a empresa represente um perigo para o Estado, que pretende deter todos os direitos sobre os campos petrolíferos encontrados recentemente.

A proposta da criação de uma nova estatal para a detenção das reservas pré-sal ainda tramita pelo Governo, enquanto o potencial dos megacampos é avaliado. 

Leia mais sobre:  petróleo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.