O saldo de criação de empregos da construção civil ficou positivo em outubro apesar da crise financeira mundial, mas o crescimento do número de vagas criadas desacelerou, segundo pesquisa mensal realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O nível de emprego aumentou 0,27% em outubro, com a contratação de 5,905 mil trabalhadores com carteira assinada.

Em setembro, a expansão das vagas foi de 1,85% e, em agosto, de 2%. No fim de outubro, o total de empregados do setor era de 2,194 milhões. De acordo com o Sinduscon-SP, foi o décimo recorde mensal consecutivo no número total de trabalhadores da construção.

Em nota, o presidente do Sinduscon-SP, Sérgio Watanabe, destacou que, sazonalmente, o emprego desacelera na construção no fim do ano. Segundo ele, a parcela da crise na desaceleração do número de vagas criadas é marginal. O começo do período de chuvas, quando não é comum que se iniciem novas obras, é o principal fator que explica o menor ritmo de crescimento. O emprego do setor costuma cair também em novembro, o que resulta também dos feriados.

Até outubro, foram contratados mais 359 mil trabalhadores, um número 19,6% superior ao acumulado em igual período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro, houve aumento de 18,5% no emprego.

No Estado de São Paulo foram abertas 3,259 mil vagas em outubro, com crescimento de 0,54% ante setembro. O número total de trabalhadores formais ultrapassou 610 mil. No acumulado do ano até outubro, foram criados 94,3 mil empregos formais. Na capital paulista, foram contratados 2,192 mil funcionários até outubro, com expansão de 0,76%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 18,25%, com a criação de 45,1 mil vagas.

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