O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), deve realizar hoje uma avaliação da greve dos petroleiros na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, iniciada na segunda-feira (dia 15) e prevista para acabar amanhã. Em comunicado, a entidade informa que a direção sindical estará reunida hoje para definir indicativos e novos encaminhamentos sobre a paralisação.

O Sindipetro está convocando uma nova assembléia para amanhã, para que os trabalhadores possam avaliar as reivindicações da categoria, e as propostas apresentadas pela Petrobras.

Em seu comunicado, a entidade volta a informar que a contra-proposta apresentada ontem pela Petrobras aos petroleiros da Bacia de Campos, durante reunião na sede da empresa no Rio, não atende às reivindicações da categoria. "A proposta só avança em relação a última apresentada no dia 10 de julho, na retroatividade a janeiro de 2007 sobre o intervalo inter jornadas". Uma das principais reivindicações do Sindipetro-NF refere-se à medição de jornada de trabalho dos petroleiros, sobretudo referente ao dia de desembarque das plataformas - tema o qual Petrobras e trabalhadores não conseguiram chegar a um acordo.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apóia o movimento do Sindipetro-NF e está articulando paralisação em escala nacional com todos os petroleiros do País, não somente os da Bacia de Campos, a partir do dia 5 de agosto. A ocorrência desse movimento nacional será definida em reunião na próxima semana. No caso da FUP, a reivindicação principal da entidade é de aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) - demanda que abrange petroleiros de todo o País. A FUP planejava mobilização de 48 horas a partir da zero hora de hoje, para defender seu pleito.

Ontem à noite, a Petrobras divulgou comunicado informando que apresentou ao Sindipetro-NF "contraproposta que atende à reivindicação do intervalo mínimo entre as jornadas de trabalho e a outras quatro demandas dos trabalhadores". A estatal petrolífera informou ainda que a produção da Bacia de Campos está normal desde o inicio da greve, "garantida pelo plano de contingência da companhia, respeitando as condições de segurança operacional", detalhou a empresa, em comunicado.

A Petrobras informou também que, tendo em vista a previsão de mobilização de 48 horas da FUP, foi acionado o Plano de Contingência para manter o controle e o funcionamento de suas unidades, "assegurando pleno abastecimento do mercado". Sobre a PLR, a companhia informa, em seu comunicado, que apresentou aos sindicatos dos petroleiros de todo o País, no último dia 9, proposta de pagamento da PLR de 2007, e que essa proposta apresentada obedece ao limite máximo determinado pelos órgãos de controle. A Petrobras encerra seu comunicado informando que está aguardando o posicionamento dos trabalhadores sobre a proposta da PLR.

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