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Sindicatos rejeitam que direito à greve tenha sido negado durante a Copa

Sindicatos de setores públicos da África do Sul rejeitaram que a Copa do Mundo disputada no país atrapalhe negociações

EFE |

Sindicatos de setores públicos da África do Sul rejeitaram hoje que a Copa do Mundo disputada no país possa servir de desculpa para que o direito à greve seja negado aos trabalhadores. Segundo um comunicado do Sindicato Nacional de Educação, Saúde e Afins, assinado por seu porta-voz, Sizwe Pamla, a organização informou, "explicitamente, que nunca consentiria que a Copa fosse usada para chantagear os trabalhadores e para que abandonem sua luta por melhores salários e condições de trabalho".

"Nunca assinamos um acordo que negue aos trabalhadores o direito à greve", diz a nota.

A informação foi divulgada depois de uma disputa, ontem, por melhores salários no Ministério de Obras Públicas e de os negociadores da parte social terem anunciado que não fariam greves nos próximos 30 dias.

Também ontem, a ministra do Interior sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, assegurou que havia um acordo com o Governo para que não houvesse "conflitos trabalhistas" durante o Mundial, o que os sindicatos desmentiram hoje.

Os sindicatos afirmaram que "isto não é nada além de uma intimidação", que consideraram "inaceitável". A África do Sul, segundo suas próprias autoridades, é um dos países com maiores desigualdades de renda e tem um índice de 25% de desemprego.

Depois de 16 anos de Governo do Congresso Nacional Africano (CNA), após o final do apartheid, em 1994, a maior parte da economia continua nas mãos da minoria branca, que representa 9,6% da população, e de uma pequena parcela de negros vinculada ao partido governante. EFE cho/pd

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