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Sindicatos e Governo divergem sobre adesão a greve na Espanha

Madri, 8 jun (EFE).- A greve do funcionalismo público espanhol convocada para hoje em protesto contra a redução salarial está tendo uma intensa adesão, segundo os sindicatos, embora o Governo afirme que a participação é mínima.

EFE |

Madri, 8 jun (EFE).- A greve do funcionalismo público espanhol convocada para hoje em protesto contra a redução salarial está tendo uma intensa adesão, segundo os sindicatos, embora o Governo afirme que a participação é mínima. Às 12h (horário de Madri), as organizações sindicais que convocaram a greve calcularam que a participação dos trabalhadores no protesto era de 75,3%, enquanto o Governo diz que apenas 11% estão de braços cruzados - o cálculo estatal só leva em conta a Administração Geral do Estado. Tanto os sindicatos como o Governo admitiram que a greve não está afetando o funcionamento da Administração nem dos principais serviços públicos, como saúde ou educação. Os funcionários públicos espanhóis - 2,5 milhões, no total - protestam contra as duas principais medidas adotadas pelo Governo para reduzir o déficit público. São elas um corte de 5%, em média, do salário dos funcionários a partir de junho e o congelamento de sua relação em 2011, e não aumentar as pensões contributivas, salvo as mínimas, também no próximo ano. Com este corte salarial, o Governo espanhol prevê poupar 2,3 bilhões de euros este ano (US$ 2,83 bilhões) e mais 2,2 bilhões de euros em 2011 (US$ 2,7 bilhões). Para as centrais sindicais majoritárias, Comissões Operárias (CCOO) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), as duas medidas são "injustas, desequilibradas e antieconômicas". Os sindicatos advertiram hoje que a greve não é uma experiência ou teste para uma eventual greve geral que possa vir a ser convocada mais adiante, mas obedece a um protesto concreto contra o corte salarial do conjunto de funcionários. Das regiões espanholas, Astúrias e Galícia são as que apresentam os maiores índices de adesão ao movimento, segundo os sindicatos, com 81% na primeira e 80% na segunda, enquanto o País Basco apresenta o menor, 40%. EFE eco/bba

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