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Sindicatos discutem proposta alternativa de saneamento da Alitalia

Roma, 18 set (EFE).- Poucas horas antes do fim do ultimato dado pela Companhia Aérea Italiana (CAI), os sindicatos que mostraram mais insegurança em aceitar o plano de saneamento da Alitalia se reuniram hoje em Roma para elaborarem uma proposta alternativa.

EFE |

Participaram da reunião o principal sindicato italiano, o CGIL (de tendência socialista), as associações Anpac e UP, que representam os pilotos, assim como a Anpav, o SDL e a Avia, todos de assistentes de vôo.

Os participantes, que já haviam se reunido na noite passada, pretendem fixar um novo encontro com a CAI e com o Governo italiano para "formalizar" sua "contraproposta" para salvar a Alitalia.

Às 15h50 local (10h50, horário de Brasília) os sindicatos devem apresentar sua resposta definitiva, como disse na última quarta o subsecretário da Presidência do Governo, pois às 16h local (11h, horário de Brasília) começa o Conselho de Administração da CAI para decidir se retira a oferta.

A oferta poderá ser retirada, ressaltou ontem o presidente da CAI, Roberto Colaninno, se não existir um acordo total sobre o plano industrial.

A CAI reúne 18 empresários italianos que puseram à disposição 1 bilhão de euros para comprar a parte rentável da companhia aérea e que prevêem a criação de uma nova sociedade com ativos e rotas rentáveis da Alitalia e da AirOne, a segunda maior empresa do país neste setor.

O plano industrial (2009-2013) da CAI prevê que a nova Alitalia tenha 12,5 mil funcionários (mil a mais do que os previstos na primeira proposta): 1,55 mil pilotos, 3,3 mil assistentes de vôos e 7,65 mil entre técnicos, empregados e executivos, segundo o acordo.

Além disso, prevê o corte de 3,25 mil empregos e a não-renovação dos cerca de 2 mil contratos temporários atuais.

A nova companhia centraria sua atividade no transporte de passageiros, incluindo atividade de vôo, terra, gestão de bagagens e uma parte da manutenção, enquanto a atividade de carga poderia ser concedida a uma empresa externa com participação minoritária da CAI.

Com capitalização de 1 bilhão de euros, a nova companhia aérea aparentemente não cotaria em Bolsa antes de três anos e seus sócios se comprometeriam a manter participação durante cinco anos. EFE ebp/fh/fal

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