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Sindicatos da Petrobras ratificam intenção de greve nacional em 5 de agosto

Rio de Janeiro, 18 jul (EFE).- A Federação Única dos Petroleiros (FUP), o principal sindicato do setor, ratificou hoje que se mantém de pé de guerra contra a Petrobras e prevê organizar novas mobilizações rumo a uma greve nacional com interrupção da produção em 5 de agosto.

EFE |

A FUP ratificou a posição poucas horas antes de colocar fim a uma paralisação nacional de 48 horas iniciada na madrugada de quinta-feira e prevista para terminar à meia-noite de sexta-feira.

A paralisação era em apoio a uma greve de cinco dias suscitada na segunda-feira passada em plataformas e navios dos campos marítimos do norte do Rio de Janeiro pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à FUP.

Essa central sindical exige que a Petrobras reconheça como dia de trabalho o período empregado pelos trabalhadores para se dirigir às plataformas localizadas a vários quilômetros do litoral do norte do Rio.

Além de respaldar o protesto, a FUP fez sua própria reivindicação e pede que a Petrobras faça uma nova oferta de participação dos trabalhadores nos lucros da empresa.

A recomendação de greve a partir de 5 de agosto, formulada pelo conselho diretor da FUP, está sendo discutida pelos trabalhadores filiados aos diferentes sindicatos em escala nacional, reafirmou hoje a central sindical.

Em seu próprio balanço, o Sindipetro-NF disse que os trabalhadores de 33 das 42 plataformas operadas pela Petrobras em águas do Atlântico frente ao norte fluminense conseguiram "impactar" a produção de petróleo e gás.

O Sindipetro-NF afirmou que no começo da greve 500 mil barris de petróleo deixaram de sair da Bacia de Campos, onde as plataformas trabalham, até que a empresa conseguiu ativar equipes de contingência que assumiram a produção.

Também afirmou que, apesar do trabalho dessas equipes de confiança da empresa, a quantidade de gás natural enviado às refinarias e terminais foi "reduzida significativamente".

"A greve na Bacia de Campos impactou na produção, apesar de todas as manobras e repressões da direção da Petrobras", afirmou o sindicato.

De Campos sai 80% dos cerca de 1,8 milhão de barris por dia de petróleo que a Petrobras produz e que abastecem quase totalmente as demandas do mercado brasileiro, 10º maior consumidor de energia do mundo.

Em comunicado oficial, a Petrobras afirmou que conseguiu manter a produção e fornecimento funcionando plenamente.

As duas mobilizações realizadas esta semana pelo Sindipetro durante cinco dias e pela FUP por 48 horas "não afetaram a produção nem o fornecimento do mercado", afirmou a empresa em nota divulgada pouco antes do fim dos protestos.

A companhia acrescentou que se mantém disposta a retomar as discussões, "mas sem ceder o controle de suas áreas operacionais".

EFE ol/db

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