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Sindicatos da Petrobras iniciam protesto de 24 horas e ameaçam com greve

Rio de Janeiro, 1 jul (EFE).- Cerca de 30 mil funcionários da Petrobras e de empresas prestadoras de serviços para a petrolífera se uniram hoje a um protesto em todo o Brasil em reivindicação de uma maior participação nos lucros da estatal, informaram sindicatos, que também ameaçaram com uma greve de cinco dias.

EFE |

A mobilização nacional de 24 horas, iniciada esta manhã, afetou as atividades administrativas e de manutenção, mas não as de produção, afirmou José Genivaldo Silva, da Secretaria de Finanças e Administração da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

"Em princípio, as operações da empresa continuam normalmente. A idéia é sensibilizar a empresa para apresentar uma nova proposta; se isso não acontecer esta semana, vamos convocar uma greve de cinco dias com controle da produção", disse Silva em entrevista à Agência Efe.

Segundo um comunicado da FUP, os petroleiros iniciaram "uma vigília", continuam nas instalações da empresa e só realizam atividades essenciais nas plataformas marítimas e terrestres, nas refinarias, nos terminais de distribuição e nas áreas administrativas.

"O pessoal se uniu nacionalmente à mobilização", disse Silva.

A Petrobras conta com 50 mil pessoas em seu quadro de funcionários, entre empregados próprios e terceirizados, que produzem dois milhões de barris de petróleo por dia, a grande maioria para o mercado interno.

A FUP espera uma nova proposta da Petrobras ainda esta semana, caso contrário os sindicatos associados serão convocados para determinar na sexta-feira a data de início da greve, explicou Silva.

Essa greve seria de "controle de produção" e não de paralisação total, pois há plataformas e poços cujas operações não podem parar totalmente, mas onde o fluxo de petróleo pode ser reduzido, acrescentou.

Os sindicatos se queixam da redução "anos após ano" da participação dos trabalhadores na distribuição dos lucros e resultados da empresa.

A legislação determina que até 25% dos dividendos sejam distribuídos entre a força de trabalho, mas os acordos conseguidos nos últimos anos não chegam a 13%, afirma a FUP.

Na última proposta, apresentada em 4 de junho, a empresa diminuiu em 31% a participação dos trabalhadores com os salários mais baixos na distribuição dos dividendos, frente ao que foi pago no ano passado, segundo a FUP.

"Esse é um problema sério, totalmente contrário ao que acontece no cenário nacional", comentou Silva.

Ele afirmou que essa participação tem diminuído enquanto a Petrobras registra sucessivos recordes de resultados financeiros e aumentos de lucro, eleva sua produção e anuncia novas descobertas de campos de petróleo.

Em comunicado, a Petrobras disse que mantém um diálogo aberto com seus sindicatos e que "considera precipitadas as mobilizações das organizações sindicais que iniciam hoje a greve e vigília de 24 horas".

"A Petrobras garante o compromisso de manter a continuidade operacional da empresa, a segurança e o abastecimento do mercado", acrescentou.

Ainda segundo a Petrobras, os R$ 844 milhões pagos na participação dos trabalhadores nos resultados da empresa em 2007 são compatíveis com o lucro da empresa e com os dividendos distribuídos entre os acionistas. EFE ol/wr/gs

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