Bruxelas, 5 out (EFE) - A maior parte dos setores da economia belga serão afetados, amanhã, pelo dia de ação nacional contra a perda de poder aquisitivo, convocado pelos principais sindicatos.

Apesar dos pedidos feitos a partir da esfera política e econômica para anular os protestos devido à crise econômica, os sindicatos socialista (FGTB), cristão (CSC) e liberal (CGSLB) mantiveram sua convocação.

Não será uma greve geral, pois cada seção dos sindicatos decidirá por si mesma como se manifesta, com ações que podem ir desde paralisações a iniciativas de sensibilização, piquetes e barricadas ou simples reuniões de pessoal, por isso ainda se desconhecem com exatidão as conseqüências.

No entanto, espera-se que o país fique praticamente paralisado, especialmente pela interrupção da atividade no setor do transporte e o industrial.

A administração pública, os centros educacionais e os hospitais poderiam ser afetados, sempre com mais força no sul do país e em Bruxelas do que em Flandres.

O transporte urbano será o serviço mais prejudicado pela mobilização, já que as empresas públicas deste setor - TEC, De Lijn e STIB - confirmaram a adesão aos protestos, e deixarão parados todos os ônibus, trens e metrôs do país.

Por sua vez, a companhia nacional ferroviária SNCB paralisou sua atividade durante 24 horas desde as 22h de hoje (17h em Brasília), uma ação que também afetará os trens internacionais de alta velocidade que ligam Bélgica com França, Holanda, Alemanha e Reino Unido.

A empresa pública de telecomunicações Belgacom se paralisará totalmente, enquanto o serviço dos correios funcionará com normalidade. EFE mvs/db

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