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São Paulo, 27 out (EFE).- As principais centrais sindicais do Brasil anunciaram hoje que apresentarão na semana que vem uma denúncia na Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra o Ministério Público do Trabalho (MPT) por interferência indevida.

Força Sindical, Central Única de Trabalhadores (CUT) e outras três organizações operárias vão apresentar a reivindicação ao diretor-geral da OIT, Juan Somavía, na próxima segunda-feira em Genebra, Suíça.

Os sindicatos consideram que os procuradores do MPT incorrem em "interferência indevida" com suas atuações contra a cobrança da chamada "taxa assistencial" cobrada de membros de diferentes categorias profissionais não sindicalizados.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, diz que o MPT prejudica ao movimento sindical e provocou que vários sindicatos estejam em quebra e incondicional de enfrentar o custo das campanhas para exigir melhoras salariais.

Deputado federal pelo PDT de São Paulo, Pereira da Silva defende que os trabalhadores devem pagar as taxas aos sindicatos já que, "se o não sindicalizado também se beneficia do mesmo reajuste negociado, por que ele não pode pagar a taxa assistencial? ", questionou.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, disse ter "a impressão de que o Ministério Público do Trabalho quer sufocar o movimento sindical cortando o dinheiro necessário para desenvolver campanhas". EFE az/bba

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