SÃO PAULO (Reuters) - Metalúrgicos da Gerdau no interior de São Paulo iniciaram nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas, reivindicando aumento real dos salários, segundo informação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP). De acordo com o diretor do sindicato Ademir Tavares da Paixão, entre 80 e 90 por cento dos trabalhadores do primeiro turno, da área produtiva, não assumiram seus postos.

A Gerdau nega que a unidade esteja em greve e diz que a operação segue normalmente.

Por meio da assessoria de imprensa, a siderúrgica informou que "há uma negociação coletiva sindical em andamento entre Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação, Laminação e Metais Ferrosos (Sicetel) e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos".

Conforme nota do sindicato, a greve de 24 horas foi aprovada nesta quarta-feira pelos trabalhadores do primeiro turno. Os trabalhadores do segundo turno farão assembleia nesta quarta-feira, às 14 horas, durante a qual votarão a greve e uma proposta do grupo patronal das empresas do setor, que prevê 1,75 por cento de aumento real.

O sindicato informa ainda que a Gerdau já antecipou 5 por cento de reajuste, percentual quase que equivalente à inflação do período medida pelo INPC (4,57 por cento).

Os metalúrgicos reivindicam reajuste parecido aos fechados em outras fábricas, que chegam a um total de 10 por cento. A unidade da Gerdau em São José dos Campos produz aços longos para construção civil e conta com 450 trabalhadores.

(Por Stella Fontes)

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