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Sindicato quer estender greve na Lufthansa a mais aeroportos

Frankfurt (Alemanha), 28 jul (EFE) - O sindicato do setor de serviços ver.di quer estender, amanhã, a mais aeroportos a greve indefinida iniciada pelos funcionários da companhia aérea Lufthansa.

EFE |

O porta-voz desta central sindical Harald Reutter disse que a ação de protesto se ampliará aos aeroportos de Tegel e Schönefeld, em Berlim, e aos de Stuttgart e Nuremberg.

A greve indefinida na Lufthansa causou hoje poucos problemas nos vôos.

O ver.di, que prevê que nos próximos dias a Lufthansa deverá cancelar vôos, qualificou de "muito bem-sucedido" o primeiro dia da ação e disse que dela participaram quatro mil empregados até o meio-dia.

A Lufthansa informou que pôde manter o programa de vôos da empresa e que não houve atrasos, apesar da greve.

Para poder conseguir esse resultado, a maior companhia aérea alemã implementou um plano de emergência que consistiu em contratar serviços externos, tanto para o catering quanto para a manutenção dos aviões.

No primeiro dia de greve, o sindicato ver.di tinha convocado à greve os empregados de terra e cabine dos aeroportos de Frankfurt e Hamburgo, principalmente os de manutenção e catering.

As negociações salariais fracassaram na semana passada, após o sindicato rejeitar uma oferta com um aumento salarial de 6,7% em quase dois anos, além de um pagamento extraordinário único, o que, de fato, se traduziria em uma alta anual de 3,35%.

O sindicato exigia para o elenco de 50 mil empregados de cabine e terra um aumento de 9,8% e um convênio com apenas um ano de vigência.

Além disso, o ver.di prevê que os efeitos da greve serão mais notados nos próximos dias.

O chefe de comunicação da Lufthansa, Klaus Walther, pediu ao sindicato que volte à mesa de negociação, em declarações à rede de televisão "n-tv".

A greve generalizada e indefinida agrava a situação na companhia, que, na semana passada, enfrentou a realizada por suas filiais Cityline e Eurowings.

A Lufthansa se viu obrigada a cancelar, na terça e na quarta-feira, mais de 900 vôos, devido à greve de 36 horas dos pilotos de suas filiais, mobilização que afetou cerca de 30 mil passageiros.

aia/db

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