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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reagiu positivamente ao anúncio da Ford de que irá implementar um programa de demissão voluntária (PDV) nas unidades de Camaçari, na Bahia, e São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo. O que a gente não gosta é de demissão, ressaltou o diretor Paulo Caires.

Para o sindicato, o fato de a Ford ter adotado mecanismos alternativos à dispensa de funcionários mostra que a empresa está tentando evitar demissões. "E o PDV é voluntário; se o trabalhador não quiser, ele não adere", apontou.

A Ford não divulgou metas para a adesão de trabalhadores. Segundo a montadora, as unidades têm 10,2 mil trabalhadores. O sindicato avalia que o PDV deve se destinar principalmente aos funcionários ligados à produção de caminhões, que tem tido desempenho pior do que a de automóveis. O diretor do sindicato relatou que na planta de São Bernardo os trabalhadores da produção de automóveis têm trabalhado além da jornada semanal de 40 horas, o que não ocorre na produção de caminhões.

A montadora explicou que o objetivo do programa é ajustar o número de trabalhadores aos níveis de produção, que foram afetados por uma redução "significativa" nos volumes de exportação. "A queda nas vendas externas é resultado da desaceleração da economia global e tem afetado os principais mercados da Ford, bem como de toda a indústria", afirmou a Ford, em comunicado. De acordo com o sindicato, o PDV será implementado entre os dias 2 e 22 de abril.

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