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BRASÍLIA - O Secretário Geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, afirmou nesta sexta-feira que irá cobrar uma posição imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele não aceite a demissão dos 4.200 funcionários da Embraer, realizada na tarde da última quinta-feira.

AE
Manifestação em São José dos Campos
O sindicato irá exigir ainda que o governo edite emergencialmente uma medida provisória que garanta a estabilidade no emprego para todos os trabalhadores. Vamos utilizar todas as formas para resolver essa questão [demissões]. Vamos recorrer à Justiça, vamos falar com o presidente Lula, que ele precisa imediatamente intervir. O governo é acionista  preferencial da Embraer e, portanto, tem poder de veto. Estamos vendo que o governo até agora tem dado muito dinheiro para os banqueiros, para os empresários e os trabalhadores estão cada vez mais desprotegidos e as demissões vêm crescendo, ressaltou.

Para o sindicato, a Embraer agiu de má fé, com prepotência, ganância e insensibilidade ao demitir 20% de seu efetivo de 21.362 funcionários. O sindicato diz estar há muito tempo denunciando esta situação na Embraer. Nós recebemos um comunicado da empresa no dia 19 pela manhã falando que não tinha nada de demissões, e que não ia acontecer nada, e às 14h30 ela começou a demitir. Não teve discussão com o sindicato, com a sociedade, com ninguém, simplesmente ela começou a demitir, acrescentou.

Prates criticou ainda alegação da empresa de que as demissões eram consequência da crise econômica: A Embraer não só usou de má fé, como vem usando, porque ela pegou muito recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e a situação da empresa hoje em comparação ao no passado está muito melhor, ela produziu muito e é uma empresa que não tem necessidade de mandar embora.

O sindicalista informou ainda que a Embraer poderia ter tomado outras medidas, como férias coletivas e licença remunerada para tentar evitar as demissões.

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