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Sindicalistas suspendem negociações com empresários e recorrem ao governo federal

SÃO PAULO ¿ A reunião na sede da Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB) nesta quinta-feira foi insuficiente para que os representantes sindicais chegassem a um consenso em relação à redução salarial e da jornada de trabalho. Além disso, a ausência da Central Única de Trabalhadores (CUT) aumentou a polêmica sobre um provável racha dentro do movimento sindical. Neste momento, a alternativa foi suspender, por um período de dez dias, as negociações com empresariado, iniciadas pelo presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho. Também foi definido que os líderes sindicais buscarão um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lívia Machado |

 

Paulinho informou que tem participado de reuniões com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o parlamentar , o acordo com os empresários estava previsto para acontecer na próxima quinta-feira.

Para o deputado, adiar uma decisão sobre os dois pontos em debate é uma medida interessante não só para os trabalhadores mas também para os empresários. "Se conseguirmos que o governo tome medidas, talvez não seja necessário fazer as concessões que os trabalhadores já estão fazendo em São Paulo e no Brasil. Será melhor para todos os setores", disse o presidente da Força Sindical.  

Os representantes sindicais presentes ao encontro afirmam que tanto o ministro do trabalho, Carlos Lupi, quanto o presidente Lula estão alinhados com as propostas do movimento. O desafio é convencer a equipe econômica do governo federal a tomar as medidas necessárias para evitar demissões em massa.

Lula está do nosso lado. Ele está de acordo com o que pensamos e disse que enquadraria os bancos. Quem está brincando com o trabalhador é a turma do Ministério da Fazenda, disse Paulinho.

Uma das propostas das centrais é que o governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, segure a queda do consumo com uma redução maior de impostos, ampliação do crédito e queda da taxa básica de juros (Selic), além da redução do spread bancário.

Durante os dez dias de espera, os representantes tentarão conversar com o presidente Lula, com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e com o ministro Carlos Lupi.

Além do diálogo com o governo, os trabalhadores pretendem fazer uma manifestação em frente ao Banco Central, marcada para a próxima quarta-feira (21), dia em quem será anunciada a "nova" Selic.

Ficamos sabendo que o Copom está sinalizando uma redução de 0,75%. É muito pouco e pode ter graves consequências na economia do País. Vamos protestar, informou Wagner Gomes, presidente da CTB.

Protestos e paralisações também estão programados para acontecer nas portas das fábricas de empresas que anunciarem demissões. Gomes afirma que a "demissão em massa" promovida pela GM no começo da semana não será esquecida. Vamos nos organizar com os trabalhadores demitidos e faremos manifestações, afirmou o sindicalista.

O encontro desta quinta-feira contou com a presença de representantes da Nova Central, da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), além da Força Sindical.

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