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Sindicalistas dizem que governo tem pacote de redução de impostos

BRASÍLIA - Sindicalistas disseram nesta quarta-feira que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o governo deve baixar, em breve, um pacote de medidas anticíclicas, com benefícios tributários para empresas e pessoas físicas, além de regras para reduzir o custo do dinheiro e manter o consumo aquecido. Nesta quinta será a vez de os empresários serem ouvidos pelo governo.

Valor Online |

Segundo o presidente da Confederação nacional dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henriques, o ministro disse ainda que o governo tomará "todas as medidas necessárias para garantir a criação e a manutenção do emprego".

"Ele disse que o governo vai jogar pesado" para forçar os bancos a cortar o custo financeiro dos empréstimos, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. A redução do spread bancário - a diferença entre ao custo de captação dos bancos e a taxa dos empréstimos - é uma das medidas do pacote, segundo Paulinho.

Convidados para almoçar no gabinete de Mantega, os sindicalistas deixaram o Ministério demonstrando cautela em relação às promessas. "Temos uma ansiedade porque, diante dessa crise, apresentamos várias reivindicações" para as quais "queríamos respostas, já", disse Paulinho, complementando que, no entanto, "o ministro disse que vai avaliar e dar respostas anos próximos dias".

Segundo o presidente da CUT, Mantega não deu detalhes, mas disse que a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física está entre as medidas em estudo. "Nós queremos correção, no mínimo, pela inflação do INPC e também mudança no modelo, de forma a ter alíquotas regressivas", ou seja, quem ganha mais, paga mais, explicou Henrique.

Paulinho lembrou que a lei já garante a correção da tabela de IR em 4,5% anuais, até 2010. "Mas o INPC está muito acima disso e, para nós, a correção pela inflação é uma questão de honra", completou. Ele destacou que o ministro citou na lista para a redução do custo dos empréstimos, algum corte no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para o sindicalista da Força, o governo já teria prontas as medidas de desoneração tributária e outros incentivos para tentar impedir uma desaceleração forte da economia em 2009. "Eles estão com tudo pronto, e só quiseram nos ouvir para baixar depois", afirmou ele.

Henrique citou que a garantia do nível de emprego é a "missão" da CUT, e a principal demanda levada ao governo. Segundo ele, Mantega se comprometeu em intermediar reuniões dos sindicalistas com setores que estariam se preparando para demitir, como o automotivo e a construção civil.

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