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Sinais de desaceleração dos preços confundem mercado

O mercado financeiro estava dividido em relação à decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). Embora a maioria dos analistas ouvidos pela Agência Estado (47 de 60) projetasse uma alta de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, o mercado de juros futuros apontava uma probabilidade de 60% de uma elevação de 0,75 ponto - que acabou se confirmando.

Agência Estado |

Essa cisão deveu-se, entre outros fatores, aos leves sinais de desaceleração da inflação, conforme revelaram alguns indicadores divulgados nos últimos dias.

Ontem, por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que seu índice de preços semanal (IPC-S) desacelerou de 0,69% na semana encerrada na terça-feira da semana passada (dia 15) para 0,67% na terça-feira desta semana (dia 22). O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Nakane, diz que "é verdade que alguns indicadores, na margem, têm mostrado algum arrefecimento". "Mas o que motivou a ação (de ontem) do BC foram as expectativas de inflação do mercado, especialmente para 2009", explicou. No jargão do mundo financeiro, isso é chamado de ancoragem de expectativas. "O BC mostrou que perseguirá o centro da meta no ano que vem", disse Nakane.

Já o economista Fábio Silveira, diretor da RC Consultores, considera a leitura do Copom do atual quadro inflacionário "equivocada, precipitada e exagerada”. Ele disse que o BC vai impor um ônus desnecessário ao crescimento econômico do País em 2009. Para o economista, elevar a taxa de juros para conter alta de preços de matérias-primas (commodities), que é uma tendência mundial, não tem o menor sentido. “Trata-se de uma inflação importada." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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