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Sinais de desaceleração assustam e Bovespa cai forte

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Resultados abaixo das expectativas, projeções de vendas menores, cortes de ratings, demissões, diminuição de investimentos. Atentos a evidências corporativas de que a recessão está ganhando forma, a Bolsa de Valores de São Paulo respondeu com a segunda queda seguida.

Reuters |

Acompanhando a tendência internacional, o Ibovespa mergulhou 3,77 por cento, para 36.361 pontos, passando a registrar perda no acumulado do mês.

O movimento se deu numa sessão de giro financeiro curto, com apenas 3,97 bilhões de reais.

No Brasil e no exterior, os motivos para pessimismo foram abundantes. Nos Estados Unidos, a fabricante de equipamentos de rede Cisco abriu o dia anunciando que espera resultados mais fracos. Em seguida, grandes varejistas do país reportaram vendas mais fracas do que o esperado por analistas.

Nesse aspecto, o corte agressivo do juro na Grã-Bretanha, seguido de flexibilização monetária na União Européia, foi visto como sinal de que mais notícias sombrias estão por vir.

"Isso foi recebido como sinal de que os governos estão prevendo mais estragos da crise", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

Por aqui, o dia que já começara negativo com a incorporadora imobiliária Abyara anunciando demissões e suspensão de novos empreendimentos, terminou com a ArcelorMitall avisando que vai reduzir a produção de aço na fábrica de Tubarão em 35 por cento, devido à demanda fraca.

O setor de construção civil foi o mais castigado. Gafisa perdeu 19 por cento, para 12,46 por cento. Cyrela caiu 17,8 por cento, cotada a 9,70 reais.

O setor de siderurgia também foi bastante penalizado. CSN desabou 7,5 por cento, para 24,61 reais. Usiminas diminuiu 6,4 por cento, a 24,50 reais.

Seguindo a desvalorização do barril de petróleo, Petrobras engrossou a pressão sobre o Ibovespa, cedendo 5,6 por cento, avaliada em 22,90 reais.

Na contramão da tendência majoritária, Nossa Caixa deu um salto de 13,1 por cento, a 45 reais, em meio a crescentes rumores de que a instituição está prestes a ser comprada pelo Banco do Brasil. As ações deste abaixaram 6,54 por cento, a 15 reais.

Um efeito secundário desse foi a valorização de 7,4 por cento, para 12,08 reais, de Cesp que, segundo operadores, poderia ter o processo de privatização destravado com a venda da Nossa Caixa.

(Edição de Alexandre Caverni)

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