O Banco do Brasil não pretende acabar com a marca do argentino Banco Patagônia após a compra anunciada nesta quarta-feira. O vice-presidente de negócios internacionais, Allan Simões Toledo, disse hoje que a marca local será mantida e que há intenção de que os clientes brasileiros do BB possam, no menor tempo possível, usar as 155 agências e os 417 caixas eletrônicos do Patagônia no país vizinho.

O Banco do Brasil não pretende acabar com a marca do argentino Banco Patagônia após a compra anunciada nesta quarta-feira. O vice-presidente de negócios internacionais, Allan Simões Toledo, disse hoje que a marca local será mantida e que há intenção de que os clientes brasileiros do BB possam, no menor tempo possível, usar as 155 agências e os 417 caixas eletrônicos do Patagônia no país vizinho.

"Obviamente, ainda não podemos fazer movimentos até as autorizações legais das autoridades argentinas e brasileiras. Mas quando saírem essas autorizações, começaremos um trabalho da área de tecnologia para a integração de redes. O objetivo é que brasileiros possam usar as agências e os caixas eletrônicos do Patagônia. E o inverso também", disse, por telefone de Buenos Aires, o vice-presidente.

Simões explicou que o BB não pretende retirar as ações do Patagônia que são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo e de Nova York. "Os papéis continuarão a ser listados nos dois mercados. O importante é que, após a aprovação das autoridades dos dois países, faremos uma oferta pública com as mesmas condições dadas aos sócios controladores também aos minoritários", afirmou.

Com o fechamento do negócio, o BB se prepara para a mudança de endereço em Buenos Aires. Com a compra, o BB passará a ocupar um imponente prédio de 29 andares na Avenida de Mayo, no centro da capital argentina, onde já foi a sede do HSBC. Da antiga agência aberta em 1960 na Rua Sarmiento, também no centro de Buenos Aires, o banco brasileiro vai se mudar para um grande e vistoso prédio a dois quarteirões da Casa Rosada, sede do governo federal.

O prédio foi adquirido pelo Patagônia há pouco menos de um ano do inglês HSBC por cerca de US$ 20 milhões. "É um edifício com melhores condições para a nova gestão e vai centralizar toda a direção do banco", disse. A agência da Sarmiento será fechada no médio prazo e os funcionários, transferidos para a nova sede.

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