O símbolo mais usado por empresas e pessoas físicas no mundo todo, milhares de vezes a cada segundo, foi adquirido nesta semana pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York. O negócio não envolve dinheiro.

O @ ou arroba, como é chamado no Brasil , passa a incorporar o acervo do museu.

O @ foi incluído na coleção de objetos do Departamento de Arquitetura e Design do museu e será exibido em diferentes fontes, estilos e tamanhos. A origem do símbolo é desconhecida, mas alguns linguistas acreditam que data dos séculos VI ou VII, adotado em documentos como abreviatura da palavra latim de ou para. Ele apareceu pela primeira vez em uma máquina de escrever em 1885, mas ganhou o mundo a partir de 1971, quando o engenheiro de computação americano Raymond Tomlinson o incorporou na primeira mensagem de e-mail a ser enviada de um computador para o outro. Desde então, está entre os símbolos mais usados no planeta.

Design. A curadora sênior do MoMA, Paola Antonelli, explicou que o museu adquiriu "o ato de design" do símbolo, que foi adotado para uma nova função, a de especificar a origem de uma mensagem de e-mail.

A decisão de incorporá-lo ao acervo, disse, é um tributo à visão do engenheiro que resgatou o símbolo e massificou seu uso. "Hoje, o símbolo @ faz parte da vida de todo o mundo", disse ela em mensagem postada no site do MoMa.

"Tomlinson realizou um ato de grande alcance do design que não só mudou a importância e a função do símbolo, como também o converteu em uma parte importante da nossa relação e comunicação com pessoas do mundo todo", assinalou Paola. O engenheiro trabalhava para a empresa de tecnologia Bolt, Beranek & Newman, que estava desenvolvendo uma rede de comunicação para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Tomlinson, responsável pelo serviço de mensagens, decidiu usar o @ para separar a primeira metade do endereço eletrônico que devia identificar o usuário ou mensageiro da segunda metade, que identificaria o computador ou provedor. Era o início da era da internet. Além de e-mails, o @ é utilizado em redes como Facebook e Twitter. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

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