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Siemens: Menem e ex-ministros estariam envolvidos em propinas

A Argentina é um dos principais países envolvidos no escândalo de pagamentos de propinas por parte da Siemens na América Latina. As propinas foram realizadas, segundo a própria empresa alemã admitiu perante a Justiça dos Estados Unidos, entre setembro de 1998 e 2007 de forma direta e indireta a funcionários de diversos governos argentinos.

Agência Estado |

Isso engloba os mandatos dos ex-presidentes Carlos Menem, Fernando De la Rúa, Eduardo Duhalde e Néstor Kirchner.

No final dos anos 90, nos derradeiros anos do governo Menem, a Siemens tentou emplacar um acordo para a confecção dos DNIs (a carteira de identidade argentina). O contrato envolveria US$ 1 bilhão. Mas para fechar o acordo a Siemens, segundo documentos publicados pela revista alemã "Der Spiegel", forneceu US$ 9,75 milhões para duas altas figuras do Ministério do Interior. Os documentos indicam somente as iniciais das duas pessoas: "C.C." e "H.F.", que coincidem com os nomes do então Ministro Carlos Corach - braço-direito de Menem - e seu secretário Hugo Franco.

Além disso, na ocasião foi paga uma propina para alguém hierarquicamente superior, de US$ 16 milhões. Essa pessoa ostentava as iniciais "C.M.", interpretadas em Buenos Aires - inclusive pela hierarquia e o montante superior - como as pertencentes ao ex-presidente Carlos Menem.

A Siemens admitiu que pagou - ou comprometeu-se a pagar - entre 1998 e 2007 um total de US$ 105 milhões em propinas a funcionários dos vários governos argentinos. A maior parte teria sido desembolsada nos primeiros anos, já que a empresa confessou que, desde 2001 até 2007, a proporção paga do total desembolsado foi de US$ 31 milhões.

Os documentos indicam que os principais destinatários teriam sido funcionários do governo Menem e alguns da administração De la Rúa. Durante a gestão de Duhalde a empresa tentou reativar seu esquema de propinas. Não existem menções diretas sobre funcionários do governo Kirchner, mas a empresa admite que os pagamentos foram realizados até 2007, último ano do ex-presidente no governo.

A revelação sobre as propinas da Siemens gerou expectativa em Buenos Aires pela reativação de uma série de processos na Justiça sobre casos de corrupção envolvendo a empresa alemã e o governo Menem. A Siemens está presente na Argentina desde 1908. Sua atuação engloba os mais diversos setores da economia, desde metrôs, eletricidade e saúde.

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