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O conglomerado industrial alemão Siemens AG anunciou forte declínio, de 81,3%, no lucro líquido do primeiro trimestre do ano fiscal (outubro a dezembro), para € 1,2 bilhão (US$ 1,59 bilhão). No mesmo período do ano fiscal anterior, o lucro líquido atingiu € 6,43 bilhões por conta de um ganho de cerca de € 5,4 bilhões apurados com a venda da Siemens VDO Automotive.

O lucro operacional das três divisões principais da companhia - indústria, energia e cuidados com a saúde - aumentou 20%, para € 2,01 bilhões. Esse resultado é a medida principal da força operacional da empresa. A divisão de energia foi o motor do crescimento do lucro operacional. Ali, o resultado mais que dobrou, para 756 milhões no primeiro trimestre fiscal, de 347 milhões no mesmo intervalo do ano anterior.

A divisão de indústria registrou queda no lucro operacional do período para € 907 milhões, de € 994 milhões no ano anterior. Por fim, a divisão de cuidados com a saúde teve lucro de € 342 milhões, de € 332 milhões no primeiro trimestre fiscal anterior. A receita total da Siemens aumentou 7%, para € 19,63 bilhões, enquanto as encomendas recebidas (que indicam vendas e lucro futuros) foram de € 22,22 bilhões.

Ingo-Martin Schachel, analista do Commerzbank, considerou os resultados da Siemens "muito, muito bons". Ele observou que a companhia também reiterou suas expectativas nesses tempos de incerteza, o que é positivo. Os resultados do primeiro trimestre superaram as previsões dos analistas, que estimavam receita de € 19,24 bilhões e lucro operacional das três divisões principais em € 1,81 bilhão. As encomendas recebidas ficaram em linha com o esperado, de € 22,25 bilhões.

A capitalização de mercado da Siemens caiu pela metade nas últimas 52 semanas, em linha com sua concorrente holandesa Royal Philips Electronics, mas um desempenho melhor do que o da norte-americana General Electric Co. As informações são da Dow Jones.