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Siderúrgicas e Petrobras pressionam Bolsa; bancos sobem

As perdas em Petrobras e ações de siderúrgicas impõem pressão negativa nesta segunda-feira sobre o Ibovespa, que opera em baixa desde a abertura dos negócios. No mercado doméstico, a tônica das negociações ainda é dada principalmente pelo desempenho dos índices acionários norte-americanos, embora o noticiário corporativo pese positivamente sobre um ou outro papel, caso de Itaú, Bradesco e Unibanco, que sobem em bloco.

Agência Estado |

"O Brasil é um emergente com liquidez e por isso acaba sofrendo mais que os demais mercados acionários", afirmou o economista-chefe da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira. Há pouco, o Ibovespa perdia 2,60%. Nos Estados Unidos, os índices iniciaram a jornada em queda, mas operam com volatilidade. Há instantes, o Dow Jones perdia 0,46%, o Nasdaq cedia 0,96% e o S&P 500, -0,71%.

"Se lá fora o desempenho for positivo, pode ser que tenhamos por aqui, até o final da tarde, um dia de alta", comentou um operador. "Se isso ocorrer, as companhias que já divulgaram bons resultados poderão mostrar ganhos mais expressivos que o do mercado", acrescentou.

Após um início de sessão volátil, as ações de bancos sobem em bloco na Bovespa, com exceção das ON de Banco do Brasil. Há pouco, Banco Nossa Caixa ON liderava os ganhos do índice, com alta de 5,20%. Itaú PN também aparecia na relação, com +3,49%, assim como Unibanco Unit (+2,86%) e Bradesco PN (+2,15%). Banco do Brasil ON recuava 4%. Unibanco, Bradesco e Itaú divulgaram balanços do terceiro trimestre entre sexta-feira e hoje.

"A antecipação de balanços (a exemplo do que fizeram Unibanco na semana passada e Itaú hoje) é positiva para a Bolsa paulista, porque tira um pouco da pressão sobre os negócios", avaliou Bandeira, da Ágora. Além dos resultados, os bancos também estão tornando público o tamanho de sua exposição ao mercado de derivativos, tema que se tornou motivo de muitos rumores nos últimos dias.

Conforme operadores, a queda das ações do BB ainda reflete a leitura de que a Medida Provisória 443, publicada na semana passada pelo governo e que permite que o BB e Caixa Econômica Federal comprem participações em instituições financeiras privadas, não é positiva para o banco. "Não se sabe, exatamente, que papel o BB poderá ter nesse processo", disse um profissional.

Além disso, conforme noticiado pela Agência Estado, a União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil (Unamibb) poderá recorrer à Justiça para impedir que o BB feche operações no âmbito da MP 443, caso haja prejuízo para os acionistas.

O desempenho negativo do Ibovespa nesta sessão deve-se, principalmente, aos papéis da Petrobras, que recuam junto com o petróleo, e às ações de siderúrgicas, que seguem pressionadas pelas notícias de redução na produção de aço e arrefecimento da demanda. As ações da Vale, que também têm peso relevante no índice, caíam junto com o mercado em geral.

Há pouco, o petróleo na Nymex eletrônica perdia 1,09%, para US$ 63,45. Petrobras ON caía 4,15% e Petrobras PN, -4,56%. No mesmo horário, Vale ON recuava 3,85% e Vale PNA perdia 3,17%, na esteira do recuo das commodities metálicas. "A própria companhia já indicou que o quarto trimestre serão complicado, o que não ajuda muito os papéis", comentou outro operador, ponderando que o preço do papel não reflete o forte resultado apurado pela Vale no terceiro trimestre.

Dentre as siderúrgicas, Usiminas ON perdia 5,93% e Usiminas PNA, -4,06%. Gerdau recuava 4,48%; Metalúrgica Gerdau PN, -1,77%; e CSN ON, -3,05%. Pela manhã, o australiano Macquarie Bank informou que as siderúrgicas chinesas estão planejando mais cortes na produção de aço como conseqüência da forte redução das exportações, em mais uma notícia que sinaliza para a fraqueza do mercado nos próximos meses.

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