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Siderúrgicas chinesas não usarão ferro da Vale se preços subirem

Xangai, 19 set (EFE).- As siderúrgicas chinesas deixarão de usar ferro da companhia Vale do Rio Doce, a maior do Brasil, se continuar com seus planos de aumentar os preços anuais para a China em até 86% em relação a 2007, informou hoje o jornal Shanghai Daily.

EFE |

A Associação do Ferro e do Aço da China, representante da maioria das grandes siderúrgicas estatais do país, primeiro comprador mundial de ferro, explicou que planeja impulsionar a produção nacional de ferro no caso de renunciar ao metal brasileiro.

Além disso, também prevêem cortar a exportação de aço e talvez elevar a categoria de alguns altos fornos que agora dependem do ferro brasileiro.

Os representantes da associação declararam que a Vale diminuiu suas cargas de ferro para a Ásia, o que provocou perdas entre as siderúrgicas chinesas.

Xu Lejiang, presidente de Baosteel, companhia encarregada de negociar os preços com as mineiras em representação de todas as siderúrgicas do país, explicou que a produção de aço pode cair para menos de 500 milhões de toneladas este ano, quando as previsões eram de 540 milhões.

A Vale já fixou em fevereiro deste ano os preços anuais para o país asiático, com um aumento de entre 65% e 71%, segundo os produtos, mas no começo deste mês decidiu voltar a aumentá-los, uma coisa pouco habitual.

As tarifas de Vale para as siderúrgicas chinesas sempre foram mais baixos que as de seus concorrentes, as mineiras anglo-australianas BHP Billiton e Rio Tinto, que controlam 50% das vendas de ferro na Ásia e que fixaram em julho um aumento dos preços para a China de entre 79,88% e 96,5% com relação a 2007.

Os analistas assinalaram que o aumento de preços de Vale pode se dever a uma tentativa de afiançar sua posição para as negociações dos próximos dois anos. EFE trr/ma

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