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Siderurgia e blue chips lideram baixas do Ibovespa

Na ausência de notícias de impacto no mercado doméstico, o Ibovespa mantém hoje a trajetória de devolução dos ganhos deste início de ano e tenta se alinhar aos principais índices acionários norte-americanos. Por aqui, a realização é comandada pelas blue chips, bancos e siderúrgicas, porém o movimento de queda, observaram operadores, não é consistente.

Agência Estado |

Há instantes, o Ibovespa perdia 0,38%, aos 39.253 pontos, depois de ter perdido esse nível de pontuação e alcançado os 38.623 pontos, com queda de 1,98%. "Tudo vai depender de como abrirem as Bolsas lá fora", disse um profissional.

No front norte-americano, os dados sobre déficit comercial tiraram parte da pressão sobre os índices acionários, ao menos num primeiro momento. Os futuros de Wall Street frearam a queda após a divulgação de que o déficit em novembro ficou em US$ 40,44 bilhões, na maior queda (28,7%) em 12 anos, porém melhor do que as estimativas, que apontavam US$ 51 bilhões. O Ibovespa acompanhou de perto a trajetória e saiu das mínimas do dia.

Do lado das commodities, a pressão sobre as principais ações do Ibovespa também diminuiu. O petróleo, que operou no negativo por toda a manhã, exibia há pouco ganho de 1,20%, para US$ 38,04 o barril. No mesmo horário, Petrobras ON perdia 0,77% e Petrobras PN, -0,63%.

Vale ON recuava 0,55% e Vale PNA perdia 0,88%, em dia de mais queda no mercado de metais. Há pouco, o cobre perdia 2,55% na Comex eletrônica e o níquel operava em baixa de 2,80% na London Metal Exchange (LME). A abertura negativa da temporada de balanços no mercado internacional, com a divulgação dos resultados negativos da Alcoa ontem, contribuem para o desempenho negativo nesse mercado.

Dentre as maiores baixas do índice, destaque para Gerdau PN (-2,57%), Metalúrgica Gerdau PN (-2,47%) e Usiminas PNA (-1,94%). Ontem, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) afirmou que a ArcelorMittal cortou os preços dos aços planos em até 10% neste mês. A companhia, que foi a primeira a cortar preços, também foi a pioneira a anunciar cortes de produção de aço no Brasil.

TAM PN seguia na lista de maiores baixas do Ibovespa, com queda de 2,10%. No mesmo horário, Gol PN exibia baixa de 0,09%. Conforme operadores, o mercado segue na expectativa em torno dos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que devem vir bastante fracos.

Sobre TAM, destacaram operadores, pesa também o fato de companhia ter fechado operações de hedge de combustível com preços de petróleo superiores à cotação atual, o que deve gerar perdas financeiras à companhia. A Gol zerou seu programa de hedge e pretendia retomá-lo apenas para o período de abril e dezembro.

Na ponta oposta do índice, destaque para Redecard ON, que subia 3,50%. TMAR PNA ganhava 3,67%, Vivo PN mostrava alta de 3,33% e Cyrela ON, +2,90%.

O giro financeiro na Bovespa estava em R$ 695 milhões e projetava R$ 3,65 bilhões até o final do dia.

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