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Siderurgia e bancos puxam queda de 5,32% na Bovespa

O dia de perdas generalizadas no índice Bovespa é comandado pela baixa em ações de siderurgia, que seguem a trajetória de mineradoras e siderúrgicas nas bolsas internacionais, e pelos papéis de instituições financeiras, que se revezam entre as maiores baixas do índice nesta jornada. As blue chips repetem comportamento visto ontem na praça paulista: enquanto Petrobras cai tanto ou mais que o índice, os papéis de Vale mostram performance melhor.

Agência Estado |

Às 13h04, o Ibovespa caía 5,32%, aos 36.966 pontos.

De acordo com operadores, a sessão de hoje reflete claramente o comportamento de mercados que operam sob desconfiança. "O noticiário não é bom. Mas qualquer coisa nova que aparece já surte, imediatamente, efeito negativo exagerado, o que está bem claro hoje", comentou um profissional.

Esse é o caso, conforme operadores, da queda brusca nas ações do Banco do Brasil. Os papéis caíam 7,26% e chegaram a aparecer entre as maiores baixas do Ibovespa, enquanto os investidores tentam entender as reais motivações do governo federal ao publicar a Medida Provisória 443, que permite que a Caixa Econômica Federal e o BB comprem participações e o controle acionário de instituições financeiras.

Conforme operadores e um analista que acompanha o setor financeiro, o recuo superior das ações ordinárias (ON) de Banco do Brasil nesta sessão da Bovespa deve-se à primeira leitura, negativa, acerca da MP. "O mercado leu, num primeiro momento, que essa MP coloca o BB como veículo de saneamento do sistema financeiro", afirmou o analista. "Mas não acredito nessa tese", acrescentou.

No mesmo horário, os demais papéis do setor também operam com baixas, porém mais moderadas, com exceção de Unibanco Unit: Itaú PN, -5,64%; Unibanco, -8,62%; Bradesco PN, -6,26%; e Banco Nossa Caixa ON, -0,66%. "O resultado muito ruim do Wachovia também pesa sobre o setor hoje", lembrou outro operador. Mais cedo, a instituição financeira dos Estados Unidos informou que obteve prejuízo líquido disponível para acionistas de US$ 23,9 bilhões (US$ 11,18 por ação) no terceiro trimestre deste ano.

Petrobras ON perdia 6,56% e Petrobras PN, -4,92%, na esteira da nova rodada de perdas do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro com vencimento em dezembro perdia mais de 6%, para US$ 67,80 por barril. Conforme um analista que acompanha o setor de petróleo, além do recuo nos preços do óleo, a ação também sofre com as perspectivas de que o provável corte de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que será decidido na sexta-feira, não terá efeito sobre as cotações. "Há temor de recessão global e recuo na demanda por petróleo e metais. Isso está pesando mais do que a reunião da Opep", comentou.

Os papéis da Vale mantinham a tendência de perdas menores que as da Bolsa paulista. Às 13 horas, Vale ON recuava 1,18% e Vale PNA, -3,03%. Para operadores, o desempenho de hoje ainda vem na esteira da expectativa dos resultados que a companhia divulgará amanhã. "Não deve vir nada excepcional. Mas o balanço não será fraco", afirmou um profissional.

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