SÃO PAULO - Na esteira do que já fizeram alguns setores da indústria, os lojistas dos shopping centers brasileiros colocaram nesta sexta-feira a flexibilização das leis trabalhistas como uma das formas de evitar desemprego em massa em tempos de crise econômica. Ao apresentar os resultados das vendas de fim de ano, a Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop) cobrou medidas do governo que ajudem os comerciantes a manter os empregos.

O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, reforçou o pedido, ao dizer que a flexibilização das normas trabalhistas teria que durar pelo menos um ano para mostrar resultados satisfatórios. "Não adianta ficar brincando de faz-de-conta. Com flexibilização de apenas três meses, haverá demissão", previu o executivo.

Ele acrescentou que as medidas de flexibilização deveriam vir acompanhadas de um plano efetivo para a reforma trabalhista. "O governo tem que interferir para um novo modelo que garanta o crescimento do emprego", disse Sahyoun, antes de também criticar a taxa de juros praticada no país.

O preocupante cenário de desaceleração econômica desenhado para 2009 trouxe consigo uma sombria expectativa de expansão do desemprego no próximo ano. Diante disso, empresas como Vale e Volkswagen já se posicionaram favoráveis a uma flexibilização das leis trabalhistas, com vistas a evitar demissões.

Por enquanto, negociações neste sentido ainda estão no âmbito das empresas e sindicatos, apesar de o governo já estar analisando a questão. Mesmo assim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na semana passada que não haverá intervenção governamental nas negociações entre empresas e representantes dos trabalhadores.

Leia mais sobre emprego

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.